sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Campanha de sensibilização



Com o aproximar da abertura da época da pesca à truta é tempo de consultar editais,ver novas concessões ou simplesmente visitar o estado actual dos caudais dos rio truteiros.

Contudo surpresas como esta não aparecem todos os dias.
Fazer aquilo que o Miguel Pereira fez,só está ao alcance de muito poucos.Por iniciativa própria e da junta de Freguesia de Campia fez um folheto onde sensibiliza os pescadores do Alfusqueiro,e não só, para o cumprimento das regras da pesca e o tão difícil que é o desenvolvimento das trutas fário em estado selvagem.

Tive já o prazer de pescar ao lado do Miguel,um jovem muito responsável que defende e tenta preservar um Rio fabuloso como é o Alfusqueiro,nada dado a secretismos(que é muito comum entre pescadores de trutas),com um espírito de total abertura a diferentes tipos de pesca,é um prazer ter amigos assim....
   

    
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Folheto de autoria de©Miguel Pereira

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Nascente do Rio Homem

Numa recente incursão pelo Gerês profundo tive oportunidade de fotografar a nascente do Rio Homem.Nasce em Lamas do Homem,uma zona da serra agreste,ladeado de prados e alguns currais....
Fotografias©João Dias

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Rios e Ribeiras dentro do Parque Nacional Peneda-Gerês


Tenho vindo a receber vários e-mails  a pedir informação sobre os rios que nascem e ou atravessam o Parque Peneda-Gerês e o seu respectivo enquadramento legal no diz respeito à pesca desportiva de trutas.

Nasci de facto no sopé da Serra e desde muito novo que pesco trutas dentro do Parque .Pesquei na década de 80,quando ainda não se falava no ordenamento do Parque  e todas as zonas eram livres,existindo apenas o lote 2 do Cabreiro que entrava pelo Ramiscal,onde era já Parque e estava concessionado pela então DGF.Hoje não é assim e os sucessivos planos de ordenamento ver aqui do Parque tem vindo a alterar consecutivamente toda a área e linhas de águas inseridas dentro do Parque.

Lembro-me do enchimento da barragem de Vilarinho da Furna e a romaria que era pelo fim de Maio e todo o Junho para pescar as bogas e escalos que subiam o Homem para desovar,embora a lei não o permitisse.De em vez em quando lá se agarrava um truta com 2/3 quilos que abocanhava a boga ou escalo com ataques ferozes.

Existem inúmeras linhas de água por todo o Parque que não vou mencionar porque estão integradas em ZPT,e não tem relevância em termos de recursos truteiros, apenas vou referir  as que considero mais importantes.

Começando pelo coração do Parque,o Homem é o centro de todas as ribeiras que nele desaguam,nasce em Lamas do Homem e atravessa todo o coração do Parque.É na sua bacia que está a barragem Vilarinho da Furna ,tendo como principal afluente,a montante o Rio de Leonte,que por sua vez é também formado por uma series de Ribeiras  mas sem relevância em trutas.
A pesca desportiva a montante do paredão da Barragem,ou seja,quer no Homem quer em todos os afluentes,incluindo o Rio de Leonte,está proibida, pois são parte integrante de uma ZPT.

Estes rios nas décadas de 80 estavam densamente povoados de trutas,embora não tivessem exemplares grandes,por se tratar de rios de alta montanha,mas as condições favoráveis e a pouca pressão de pescadores faziam deles autênticos paraísos.As suas trutas são prateadas,com  pintas de um vermelho vivo,e em locais de grandes gargantas quase não apresentão   pintas e a coloração passa a esverdeada.

Ainda no Gerês,temos o Rio de Fafião,concessionado ver aqui ou Toco,como os antigos lhe chamam ,o Rio Arado,o Rio do Gerês ,o Rio de Freitas,ou Rio De Rodas ou ainda Rio do São Bento Da porta Aberta,concessionado ver aqui .

Temos o Cávado, com a concessão de Montalegre ver aqui e grande parte livre,incluindo a Barragem de Paradela com grandes exemplares autóctones,a Barragem de Salamonde,a Barragem da Caniçada com muitos exemplares de Truta arco-íris,muito por via dos viveiros existentes nesta massa de água,mas também com muitas fário.O Rio de Pitões da Junias,ainda um diamante por descobrir muito devido ao difiçil assexo.

O Rio Froufe,Rio Caçarelha,Rio da Ermida,Rio de Germil,Rio Tamente,nascem todos na Serra Amarela e correm em direcção ao grande Lima,todos eles com um importante património truteiro,mas alguns deles muito perigosos de se fazer,é necessário,a quem os visita pela primeira vez,ter a noção do enquadramento no terreno,pois as condições meteoro lógicas mudam frequente mente,principalmente no Caçarelha,Germil e Ermida.

 Na Peneda,temos o Rio da Peneda,concessionado ver aqui, o Pomba,o Ermelo,o Adrão,concessionado ver aqui ,o alto Vez concessionado--- o Cabreiro,a Barragem de Touvedo concessionada,só em parte ver aqui , a Barragem do Alto Lindoso  e o Pai de todas estas linhas de água,o grande Lima.Não me esqueci do Sardinha ,livre,e o  Cabril,fechado pois integra uma  ZPT,e nasce na Serra Amarela(foi seriamente afectado pelo incêndio deste Verão).

 Em Castro Laboreiro temos o Rio de Castro Laboreiro,concessionadoVer aqui ,outrora um rio densamente povoado.Hoje,passa pela amargura de ser um dos rios menos povoado  em consequênçia da pressão que foi sofrendo ao longo dos anos por parte de Portugueses e Galegos.Lembro tempos em que Castro era uma povoação isolada e o assexo era difiçíl,talvez o segredo de este rio estar na época muito povoado e com bons exemplares.

Não me esqueci do Ázere ,também ele concessionado,ver aqui ,que nasce no Soajo,o Rio da Abadia (Bouro)também  nasce na Serra do Gerês,em  Santa Isabel do Monte,o Rio Cabaninhas,ou rio das Águas do Fastio,muito polémico em relação ás descargas desta unidade de engarrafamento de águas,pouco conhecido mas muito importante,com trutas lindíssimas.

  Provavelmente terei esquecido algum,e como este espaço pretende ser de todos e a opinião,sugestão ou critica está sempre em cima da mesa,quem por ventura quiser acrescentar mais algum ou corrigir lapsos  pode fazê-lo sem qualquer tipo de problema através da caixa de mensagens.

Texto e fotografias©João Dias

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Por terras da Galiza

Zé Moreira será provavelmente um dos portugueses que melhor conhece a Serra do Xúres.Nutre por ela,e suas gentes,um indisfarçavél  carinho e profundo conhecimento.

Já não era a primeira vez que caminhava com  o Zé Moreira por estas paragens,e desta vez tínhamos traçado um objectivo;chegar ao sopé da Nevosa pelo vale do Rio de Lóbios.

Não conseguimos lá chegar apesar de caminhar-mos a bom ritmo,acabamos  por nos  ficar pelo  sopé do Altar de Cabrões,com a Nevosa em frente....tão perto e tão longe que estava o topo da Serra,mas a racionalidade imperou,hora já avançada e tempo instável foi o bastante para abortamos a sua ascensão.Optamos por descer e fazer o regresso pela sempre mítica  mina das Sombras.
Fomos ainda brindados por uma víbora,uma águia que patrulhava os céus da serra e alguns garranos.

Fica a memória de mais um dia fantástico na companhia de 2 grandes amigos....


Algumas fotografias....









Vivoras em Fevereiro????


certamente lixo Português em território espanhol....enfim...

Fotografias©João Dias

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Leonte/Mourô/Carris de Maceira

Fantásticos dias de sol com temperaturas propicias a boas caminhadas,boa companhia e lugares fantásticos,uns já clássicos outros nem por isso,estes foram os ingredientes para mais uma visita ao coração da serra do Gerês

Aqui fica o registo de algumas fotografias.....








grande mariola do Mourô....
Teixeira











outras formas e maneiras de ver o Gerês





segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Ainda o polémico incêndio de 2006 no Ramiscal


O blogue da Lírio vem dar o mote para que a ferida da mata do Ramiscal volte a sangrar.
Muito se tem discutido sobre a regeneração deste micro ecossistema.Muitos deles com inteira razão de ser,mas muitos mais meramente cientificos e teóricos.Não vou discutir este ultimo argumento porque não tenho formação na área, o que posso é afirmar,com base na sistemática visitação, no antes e no depois incêndio,que as teses das gentes locais tem toda a razão de ser,quando afirmam que as cinzas,altamente tóxicas,escorreram em enxurrada para o Rio do Ramiscal e mataram todo o património Truteiro do Rio.Defendem também que o desaparecimento do casal de águias-reais emigrou para outras paragens,não porque tivessem morrido em consequência do incêndio,mas sim por falta de alimento,essencialmente constituído por coelho bravo e perdiz  que terá desaparecido.Quando se lamenta a perda de grande parte do património arvoristico milenar, e eu sou testemunha do desaparecimento de uma grande mancha de giestal que servia de refugio a grande quantidade de gado.Por todas estas razões eu continuo a afirmar que o Ramiscal  está ferido de morte.

Noticias recentes dão conta do avistamento de uma águia,o que é um bom prenúncio,talvez atraída pela caça introduzida numa associativa localizada em cotas entre-medias e superiores.
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  A imprensa dava conta desta destruição em 11 de Agosto de 2006 desta forma;

Parque da Peneda-Gerês está a arder há oito dias

por
Francisco Mangas 11 Agosto 2006
As chamas entraram há oito dias no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG). E ainda não foram domadas. Consumiram já "quilómetros" de área protegida, mataram várias cabeças de gado, destruíram o reduto ecológico da última águia-real. Ontem, de súbito, abeiraram-se perigosamente de três aldeias e obrigaram a evacuação do Parque de Campismo de Travanca.
"Está tudo armadilhado", diz o comandante de bombeiros de Arcos de Valdevez. Ele e os seus homens - apoiados por elementos de outras corporações vindas do Sul e por uma centena de militares - passaram a noite a impedir o avanço das chamas no único parque nacional português.
A meio da tarde de ontem, só uma frente alastrava na encosta de Cabana Maior. De repente, o fogo irrompe em várias partes da serra. "Está tudo armadilhado", repete o comandante Mário Araújo, e não hesita em afirmar que estamos perante fogo posto.
As suas palavras faziam sentido. Pouco depois, o vice-presidente do Instituto de Conservação da Natureza (ICN), João Alves, garantia ao DN que três indivíduos, residentes na área do parque tinham sido detidos pelas autoridades. Um deles confessou ter ateado as chamas.
Oito dias não foram suficientes para travar a ira do fogo. Continua a consumir mata e árvores no PNPG: em termos ambientais, há já pesadas perdas. A mata do Ramiscal, uma das áreas mais importantes do Parque pela sua biodiversidade, está transformada num manto de cinzas. O reduto da última águia-real, que vivia na área protegida, ardeu nos dois últimos dias. Ontem o incêndio nessa zona, habitat de plantas protegidas como o azevinho e o carvalho- -negral, ainda não estava extinto.
O presidente da Junta de Freguesia de Cabana Maior lamenta a destruição da reserva do Ramiscal: "Já ardeu quase toda." Em plena serra junto a uma frente de fogo, na Branda da Junqueira, Manuel Branco diz que o combate ao fogo tem sido insuficiente: "Tem sido e continua, hoje o fogo ameaça seis aldeias da minha freguesia."
Pelo ar, ontem, no combate às chamas havia apenas um helicóptero. Incapaz de responder a todas as solicitações. Só ao fim da tarde, quando uma das frentes ficou incontrolável ao ponto de obrigar à evacuação do Parque de Campismo de Travanca, surgiu por entre as colunas de fumo um avião Canadair.
Com parte substancial do parque a arder e as chamas quase a lamber a mata do Mezio, Manuel Branco estranhou a ausência de responsável do ICN no terreno. Uma crítica partilhada por responsáveis dos bombeiros.
"O fogo é como o lobo"
João Alves, vice- presidente do Instituto de Conservação da Natureza, reage com aspereza às críticas. "Não sou bombeiro. Lá poderia dar apoio, não combater as chamas." Para isso, diz, estão no terreno equipas do parque. O responsável do ICN assegura que o seu papel foi outro: "junto do Comando Operacional não me cansei de pedir mais meios". E aqui também não poupa críticas. "Penso que havia condições para colocar bombeiros no parque e até ontem (terça-feira) isso não foi feito."
A dimensão do fogo, na área ocidental do PNPG, no concelho de Arcos de Valdevez, justificou, no entanto, uma deslocação do vice-presidente do ICN ao local, onde chegou ao final da tarde de ontem.
Na altura, o volume da área ardida e o impacto na fauna e na flora da área protegida eram questões a que João Alves não sabia responder.
"O fogo é como o lobo", diz o antigo pastor António Lage, 79 anos. "Esconde-se na ramagem, mas de repente, sem ninguém contar, ataca destemido a rês - e leva-a." António Lage, na companhia de outros homens e mulheres, com enxadas, ramos e baldes, protegiam a sua aldeia (Bostelinho) de mais uma investida das chamas. Mas a noite aproximava-se, e o fogo, como os lobos antigos da serra da Peneda-Gerês, é persistente. Não dorme

Fonte,DN em 11 de Agosto de 2006
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Algumas fotografias de arquivo......
Fotografias ©João Dias