segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Assim se criticava o antigo regime

Assim se criticava o estado do País no antigo regime  através da brejeirice ...um registo de enorme valor cultural das raízes etnofolcloricas   do Alto Minho.
Estes Senhores,Peta,Branco de Azevedo,Pereira de Apúlia e mais alguns(poucos)tiveram a coragem,no seu tempo,de desafiar o regime através das cantorias.  


Vídeo retirado do YOUTUB

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O pico dos picos

Quando se vai com destino ao Gerês para fazer um qualquer percurso pedestre surge sempre o dilema de onde ir,pois as escolhas são muitas.

Caminhamos três e era-mos,em principio,para ser 4 mas o meu amigo  Rui ,já habitual companheiro nestas andanças,não pode estar presente.
A mim,cabia -me a responsabilidade de apadrinhar um outro amigo  e companheiro da pesca das trutas,o Zé Macedo, que se está a iniciar neste não menos viciante  desporto(sim,para mim é um desporto) que é a pedestrianismo.
Consciente de que uma longa caminhada não seria a melhor forma de brindar este meu amigo,mas como já tínhamos os dois subido às Abrotegas num dia desses e ele mostrou-se em forma,eu e o Zé Moreira ponderamos logo algo mais completo.

Com um simples olhar um para o outro surgiu logo a mítica palavra Nevosa(1.448m).Mas Nevosa são mais de 20k de dura serra,mas o meu amigo não esmoreceu e aprovou logo a ideia,claro que tanto eu como o Zé Moreira não  demonstramos o que o esperava.
Tinha-mos em mente uma visita mais cuidada para aferir no terreno o estado actual dos recentes incêndios que tem lavrado no Gerês e a Nevosa seria,com as condições excelentes do estado do meteorológico,ideal para tal.

Subimos pela encosta das Sombras/Amoreira/Alto dos Carris/Represa dos Carris(ligeira refeição)/Nevosa,o regresso foi ligeiramente diferente,mais flectido ao Altar de Cabrões(ainda pensamos em descer por um trilho alternativo em parte já conhecido nosso,mas abortamos logo a ideia).

Do pico mais alto do Norte de Portugal podemos confirmar as suspeitas de grandes áreas ardidas recentemente no coração do Gerês.Bem razão tinha o Rui Barbosa,quando consecutivamente,alertava que o Gerês ardia em larga escala .

Ardeu grande parte da Matança e Ribeira das Negras,mas o grosso do incêndio foi  do outro lado,com uma grande área queimada na zona da Fonte Fria,Coto de Gralheiras e toda a zona de Pitões...a Nevosa ao contrario do que se temia foi poupada(ainda bem).....um enorme manto de cinzas,numa zona classificada com o mais alto grau de protecção Ambiental.A parte Espanhola foi também largamente afectada por este incêndio tendo ardido também uma vasta área do Parque do Xurês....
Razão tinha novamente o Rui quando dizia que as autoridades tentaram esconder o que se estava a passar no Gerês,nem mesmo a imprensa deu grande enfoque a esta grave destruição no coração no Parque...enfim as notícias da desgraça do grande capital são muito mais importantes do que o  que se passa  no nosso único Parque Nacional....

Algumas Fotografias.....

mais em breve...

domingo, 16 de outubro de 2011

Barbos à pluma no Alto Douro

Com a época truteira fechada,restam algumas espécies que podem ainda servir para a pratica  da pesca à pluma,como as carpas,achigãs ou mesmo barbos,não menos empolgantes do que as trutas.

O alto Douro é sem duvida um dos rios que oferece excelentes condições para pescar Barbos à mosca seca.Contudo nem todo o ano é favorável.
Havia-o pescado este ano pelos meados do mês de Julho,quando ainda eles vagueavam  em cardume pelo imenso espelho de água,e nessa altura era  bem mais fácil pescar-los à superfície.

Com o aproximar do Inverno,eles afundam e deixam de comer à superfície,tornando impossível a sua captura com este tipo de técnica.

As temperaturas tem se mantido altas e era pretexto para uma jornada a eles,na  já habitual companhia de Eng,António Palinhos.
Não levávamos grandes esperanças,mas tudo era possível.

A primeira abordagem ao rio deu logo para concluir que seria bastante difícil qualquer captura,pois apenas se viam alguns barbos solitários à superfície,mas,esses,estavam com certeza  a alimentar-se e era bom sinal.

Depois de alguns ensaios lá se rendeu o primeiro,na casa do 1k,1.200k,mas não antes de ter falhado 3.


A jornada terminou com três boas  capturas....umas alheiras e um divinal javali ,regado com um moderado e excelente tinto da região...é assim que eu vejo  e vivo a pesca!


Algumas fotografias,











Fotografias©João Dias



domingo, 9 de outubro de 2011

O que se pretendia ser uma visita de estudo quase chegou a ser uma visita aos Carris.



O que se pretendia ser uma visita de estudo quase chegou a ser uma visita aos Carris!


Há muito que vinha a agendar uma visita mais cuidada ao património truteiro  do alto Homem.Para tal teria que a fazer em determinadas condições,tais como os caudais baixos e no maior silêncio possível para poder aferir, mesmo que só visualmente dos recursos deste mítico  troço de rio.

Havia-o pescado várias vezes nas décadas de 80  e  nessa altura tivera quase sempre boas pescarias.Passados estes anos todos e depois de algumas incursões em caminhadas pela sua bacia,tinha ficado com a sensação de um muito baixo índice de trutas. 
Bem sei que estamos em estremas condições de baixos caudais e as trutas à mínima turbulência recorrem aos seus esconderijos dificultando o seu avistamento,bem sei também que esta opinião não serve de referência para uma seria  mostra como estudo daquilo que afirmo,é apenas baseado em dados empíricos.

Os poucos avistamentos de trutas situavam-se em zonas de pequenos poços,ainda com alguma profundidade, mas eram todas muito pequenas(10/15 Cm) claro está que não se esperaria trutas com grande tamanho em rios de alta montanha mas como diz o ditado onde há alevins há peixe que os geram e esses,em mais de 5 quilómetros percorridos,não foram avistados.
Não é meu objectivo fazer qualquer tipo de afronta a quem quer que seja mas fico com a nítida sensação de que se exigia muito mais população de trutas nesta área inserida na mais alta protecção ambiental.Causas?
Consta-se que este troço serve de cobaia e viveiro natural por parte das identidades oficiais para fazer repovoamentos de trutas geneticamente puras e posteriormente distribuídas por outros rios.Tese que faz todo o sentido e à qual,a ser verdade(minguem assume tal facto)eu estou em pleno acordo.Só assim se justifica a falta de indivíduos adultos,provavelmente retirados a través de pesca eléctrica,já com idade e  maturidade de reprodução.

Por outro lado,tenho sérias duvidas que muitas trutas não sejam capturadas mesmo à mão, evidenciados pelos dados factuais como montra esta fotografia tirada ontem.Não ponho de parte a forte pressão de banhistas e turistas que constantemente estão a violar os espaços e consequente destruição das posturas das trutas,isto nas zonas periféricas da ponte de São Miguel,mas em zonas mais profundas do vale não há justificação da ausência de trutas adultas por via desta pressão.

 
Não defendo a pratica da pesca em todas as suas formas neste troço,mas defendo que este poderia servir para estudos e como centro de sensibilização educacional ambiental mesmo com visita de escolas.Ao contrario do resto dos rios que atravessam o Parque onde mantenho a minha opinião de que se deveriam manter abertos,mas sobre fortes medidas de protecção entre as quais;apenas 2 dias por semana;pesca exclusivamente controlada composta de troços com morte muito reduzida,apenas 2 ou 4 exemplares;trocos de reserva para depois revezar,mas sobretudo trocos  sem morte;um defeso adequado ao perfil de cada rio em questão(ex. todos os pescadores reconhecem que os rios de alta montanha não tem as potencialidades dos rios de planície e é necessário reduzir os períodos de pesca)e um controle efectivo por parte das várias entidades que fiscalizam o Parque.
Uma das coisas que me revolta é o facto da pesca estar proibida ,mesmo em zonas de protecção tipo I e II e os coutos de caça proliferam paredes meias com zonas de protecção total(ex.alto da Pedrada,sobranceiro ao Ramiscal)com consequências nefastas  para o meio ambiente(ex,montes de invólucros  espalhados pela serra  aleatoriamente, feitos em material sintético e metálico onde  a natureza levará décadas a decompor). Claro está que por aqui se prova que  dentro do ICB-IP há um peso e duas medidas quando beneficia os caçadores e prejudica os pescadores,mesmo aqueles que praticam um tipo de pesca inserida no mais alto grau de protecção(ex.uma das regras principais de quem pratica pesca sem morte é o máximo respeito pelo meio ambiente envolvente)mas não só estes,também todos aqueles que pescam com morte e respeitam as regras.

Para os menos atentos,o que está em causa é o POPNPG ,no seu artigo 31º,onde dá uma machadada final aos pescadores de trutas e no desporto que tanto amam-  quando no seu nº2 e 3 refere;
"2 - Na área de intervenção do POPNPG a pesca só pode ser exercida em zonas de pesca reservada e em concessões de pesca desportiva."
Quanto ao nº2 não restavam duvidas-todas as massas de águas que não estivessem sobre o regime de concessão estavam proibidas,já em relação ao nº3 tive algumas duvidas na sua interpretação quando refere"pode manter-se até ao final da concessão"mas desde logo percebi que a intenção do ICNB-IP seria fechar de vez os rios findo o período da concessão.Tirei as duvidas numa conversa mantida com responsáveis na matéria do ICNB,e é um facto adequerido que   à medida que vão terminando as licenças,estas não serão renovadas,fechado-se assim todos os rios e albufeiras dentro do Parque.
Quais os argumentos do ICNB para tomar esta atitude?
-Preservação!(?)
Preservação uma ova.
E então como permitiram a introdução espécies não autóctones como o Lucio,Lucio-perca e o achigã em zonas bem no coração do Parque como Paradela do Rio?

Coisa incompreensível,quando estamos a falar de grandes rios e barragens com enorme potencial  em recursos truteiros como o grande Lima ou o grande Cávado,barragem de Paradela do Rio,Salamonde,Caniçada,Lindoso,Vilarinho da Furna,enfim para já não referir um série de rios com alguma dimensão.
Esta é a verdadeira razão pela qual está a decorrer a sondagem neste blog,no seu canto superior direito,que posteriormente servirá como referencia de opinião e será enviado ao ICNB.

Algumas fotografias do Alto Homem....

























Fotografias©João Dias

domingo, 2 de outubro de 2011