sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Albufeira de Vilarinho da Furna reabre com concessão

Depois de longos anos fechada ao exercício da pesca  pelo PNPG a Albufeira de Vilarinho da Furna reabre com a atribuição de uma concessão.
Esta está a cargo Clube de Caça e Pesca do Campo.
Importa ler com atenção o Edital  pois zonamento da área concessionada refere-se apenas a jusante da foz do ribeiro do Sarilhão,na margem esquerda e do ribeiro de Vilarinho da Furna na margem direita.
                                                 Albufeira de Vilarinho da Furna

Quem conhece a história desta barragem facilmente a associa à famosa aldeia comunitária de Vilarinho da Furna desaparecida e engolida pela subida das águas da barragem em prol do desenvolvimento do País.
Vale a pena conhecer um dos raríssimos documentários feitos nesta fechada comunidade
   


Esta é sem duvida uma boa notícia para os pescadores,principalmente os amantes do spining,porque esta Albufeira alberga grandes exemplares de truta fário e nunca foi alvo de repovoações,mantendo assim intacta a identidade genética das trutas.
                                                          Serra amarela

Depois,esta concessão beneficia do enorme entorno turístico,com trilhos pedestres,boas unidades hoteleiras e uma gastronomia de eleição,basta para isso que os seus gestores criem parcerias com outras identidades que operam na zona,nomeadamente empresas de turismo de Natureza.
                                                            rio Homem
  

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Concessões de pesca proliferam

Quem estiver atento ao que se passa no site do ICNBF facilmente percebe que este foi recentemente renovado com novo grafismo,nova imagem e fácil leitura dos menus.
ICNF
Mas não foi esse o motivo principal deste post, mas sim o velho tema das concessões.
Estas nos últimos meses tem-se proliferado com atribuições,um pouco por todo o País,incluindo várias nos últimos meses dentro do PNPG.

E é precisamente por aí que mais me interessa divulgar ou  debater troca de impressões e ideias.

Desde à muito sei,por intermédio de responsáveis de ICNBF,que dentro da área geográfica do PNPG  a ideia principal passa por entregar a gestão dos Rios e Albufeiras às associações e clubes de caça e pesca mantendo assim fechados os restantes troços de rios fora das respectivas áreas concessionadas.Sei também que estas concessões são  incentivadas  e entregues,por parte do ICNBF-IP em processos já previamente estudados,a clubes de caça/pesca,quase sempre  sem grandes recursos económicos para suportar uma gestão adequada à manutenção dos recursos públicos a que lhes são confiados.

No meu ponto de vista e grande conhecedor do Parque(nasci no sopé  da Serra) esta será uma boa medida para controlo dos pescadores e regulação da pesca mas põem em causa e levanta várias questões.

O principal problema  passa pelo controlo de acesso aos pesqueiros por parte dos sócios dos respectivos Clubes aos restantes pescadores.
Um outro problema se nos depara é nomeadamente a dificuldade em obter as licenças diárias,uma vez que a maior  parte das  vezes os detentores das concessões não tem site ou telefone onde qualquer motor de busca possa ir buscar informação
Por outro lado,a falta de rigor no site do ICNBF-IP em não obrigar o concessionário a divulgar o contacto(e-mail/telefone) é uma das maiores dificuldades para quem quer obter informações sobre uma visita bem planeada.
A implementação dum  sistema on-line para obtenção de licenças é,na minha opinião,fundamental para um bom funcionamento e racionamento/equitação das licenças que poderá ser efectivamente sediado no próprio site do ICNB-IP.
 

Enfim,é urgente regulamentar a anarquia que subsiste na pesca à truta em Portugal onde,existem inúmeros recursos subaproveitados e sobretudo uma grande falta de mentalidade de grande parte dos pescadores actuais....
É tempo de todos nós nos unirmos para a boa gestão de uma pesca sustentada e tentar de uma vez por todos por Portugal na rota do turismo da pesca da truta....condições e rios não nos faltam.



terça-feira, 23 de outubro de 2012

Encontro Internacional Lagoas da Serra da Estrela

Pescar nos lagos da Serra da Estrela era para mim,de certa forma novidade,sobretudo quando não se sabe muito bem as condições atmosféricas que se vai encontrar na alta montanha,mas também um dilema sobre o material a usar.

De facto as previsões de bom tempo acabaram por se confirmar,com um dia outonal,temperaturas agradáveis e com algumas nuvens,por vezes a  encobrirem o Sol.
Alguma neve na Torre e nas imediações mas sem aquele vento,esse mesmo que todos nos lembramos quando visitamos os píncaros da Serra da Estrela,que nos corta as orelhas e nos põe a ponta do nariz vermelha.

Cheguei já tarde,por volta das 11h e já os participantes pescavam a muito tempo.
Não perdi tempo e montei uma cana de 10 pés com linha #5.

Havia alguma  actividade à superfície,pelo que se impunha experimentar uma seca,mesmo sem tão pouco saber com que os restantes participantes estavam a utilizar.
Optei por um tricóptero grande #12 de cor clara.Não tardou a surgir o primeiro e violento ataque,sem que tivesse cravado,estava assim lançada a jornada de pesca.
Entretanto o Ruizinho(meu companheiro de viagem) faz a primeira e linda truta na casa dos trinta,justamente com um tricóptero igual ao meu que por sinal tinha sido eu a oferecê-lo.


Assim pescamos cerca de 2h até ao almoço sem mais nenhum resultado prático,apenas a minha falta de experiência nos strimers,onde 2 trutas entram e os levaram,muito por azilhiçe minha e não  do 0.14.

Depois do excelente almoço servido na casa do club da appse foi conduzido à sede da associação pela direcção  para a conhecer e ver a estrutura do centro de interpretação da truta da Serra da Estrela onde a direcção me recebeu muito bem e me explicaram todo o funcionamento.

                             
De parte da tarde,já os colegas pescavam à muito,mudei de estratégia e decidi montar um tanden composto por  um tricóptero e uma pequena ninfa.

Para mim foi a receita certa,com as trutas a entrarem bem,quer na seca quer na ninfa.
Das várias capturas(mais de 10) fica o realce desta arco-íris  que entrou na ninfa e deu uma enorme luta ao ponto do Ricardo ter que ir meter o camaroeiro dele para a tirar da água.




Ironia!não tardou muito a ser eu a ajuda-lo com o meu camaroeiro para sacar esta bonita Fário,que subiu e atacou um pequeno tricóptero(#18) montado em parachut....era provavelmente o troféu do dia(não tenho ainda dados das capturas) sinal de que a teoria de que as trutas grandes não comem moscas pequenas não se ajusta à realidade em determinadas condições.Isto já o meu amigo Philip Maher 
me dizia e comprovava com trutas acima dos 60cm pescadas e embalsamadas à seca nos Rios da Irlanda.

No final do dia estava reservado um dos pontos altos deste evento-uma divinal sopa a que eu chamaria "sopa do pastor" onde os produtos autóctones se sobressaiam sendo o seu principal segredo,muito bem cozida e com tempero no ponto certo,mas uma sopa assim só tem o devido valor se estiver bem quente- e estava!seguindo o prato principal, uma espécie de bacalhau à Gomes de Sá,mas que a receita nada tem a ver com esta iguaria,chamando-se Bacalhau à M. Assis.Divinal!
Esta é  uma daquelas receitas ancestrais,que eu tenho vindo  sistematicamente  a alertar para o seu esquecimento em detrimento de uma gastronomia gourmet ou mesmo de fast-food....como profissional e amante da nossa cozinha tradicional e ao mesmo tempo ancestral,fico muito satisfeito em encontrar pratos assim....
Ir à Serra da Estrela e não trazer um bom queijo seria fazer uma visita incompleta por isso o proprietário do Restaurante Varanda da Estrela fez questão de escolher 2 bons queijos para eu degustar com os amigos-um grande abraço para ele!muito obrigado!
 
 Fotografias©João Dias


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Pelos Rios de Leon III

Finalmente iria pescar em Leon e logo um dos Rios mais carismáticos,o Porma.

Seguimos o conselho do Tomás Gil par pescarmos num lugar lindíssimo com uma zona de lazer muito bem cuidada e aprazível com várias infraestruturas desportivas e um enorme bosque composto de trilhos e arvores de grande porte....uma maravilha!
  
Ao chegar vimos logo algumas trutas a comer à superfície,sinal de que pelo menos teria-mos a sorte de apreciar a sua actividade.

O rio,todo ele,apresenta uma sequência de correntes moderadas e pouco profundas o que permite vadear  sem dificuldade,também é bem aberto e com boa largura.
                tenho visto esta ponte em vários sítios e Livros de pesca

Pescamos lado a lado como sempre,eu da esquerda e o Macedo da direita,começamos com pequenas efémeras(#18/20) com os primeiros lances a sair para junto das margens.
O resultado não tardou a aparecer,justamente para o meu lado,na primeira passagem por baixo de uns ramos,um brutal ataque surge,sem que eu consegui-se cravar....estava lançado o mote para uma tarde em grande.
De seguida a meu colega começa a cravar a primeiras trutas.

  esta foi a minha primeira por terras de Leon(não é grande mas é igualmente bela)
Assim passamos cerca de 3 horas com várias capturas sobre o olhar atento de uma senhora que não perdia pitada daquilo que ia-mos fazendo dentro do rio.
Chegados a uma corrente mais funda,que anteçede uma grande tábua,pareceu-nos local ideal para estar uma boa truta.
Coube ao Macedo por junto a umas raízes a  pluma e logo uma truta acima 30cm atacou,era uma linda e bem nutrida truta do Porma.Entretanto eu resolvo montar uma pequena ninfa e experimentar a mesma corrente,uma série de trutas entraram só nessa corrente(não as contei mais de 5 e uma acima dos 30Cm) e algumas em locais onde o Macedo já tinha passado.
 Afinal elas estavam a entrar muito bem nas ninfas!


A jornada já ia longa e  começávamos já acusar o cansaço de um dia em grande,até porque tinha-mos à nossa espera uma excelente posta de Novilho no Restaurante do irmão do Tomás(LAS COLINERAS),que nos recebeu,mais uma vez,com uma enorme simpatia e profissionalismo 
                                            Restaurante Las Colineras
                      

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Pelos Rios de Leon II

O Zé Macedo foi o meu guia ao Alto Curueño.

A paisagem é de cortar a respiração,a estrada é estreita e roubada à montanha,serpenteia  por entre enormes  picos e leva-nos a um mundo idílico onde me pereceu que o passar das eras não alterou o modo de vida nem a forma das pessoas receberem quem os visita.
O Rio Curueño faz-nos companhia ao longo da estrada com enormes gargantas,fragas e poços onde as trutas são visíveis a em qualquer lugar em que a gente pare....tive pena de não o poder pescar....para o ano será um dos que não falharei,com certeza.

Subimos vários km já com o objectivo a almoçar em mais um amigo do Zé Maçedo,uma tal Venta del
Aldeano.
Mais uma vez fiquei impressionado com a maneira como fomos recebidos...almoçamos muito bem e barato.                      
Sobre gastronomia desta região já me tinham falado muito,especialmente a forma como cozinham os cogumelos ou setas como lhe chamam por lá.
A oferta de restauração é razoável e de qualidade,onde os produtos locais são cozinhados de forma sábia e com paladares singulares.

O resto das refeições foram feiras no Restaurante "Las Colineras" famoso já pelos almoços e jantares de pescadores que visitam Leon.
Este é mais um daqueles lugares que a pesca à  está presente em todos os sítios,com a decoração de vários fotografias,plumas de galo de Leon,informação turística e uma enorme simpatia do casal proprietário do Restaurante.