sábado, 23 de novembro de 2013

7ºLagoas da Serra da Estrela

Gosto!Porque encontro sempre grandes  amigos, uns da pesca, outros da gastronomia, mas acima de tudo gosto porque a calmaria, o silêncio, e a paz da serra para mim é o melhor dos antidepressivos que a natureza me pode oferecer.

Era para ter sido mais  cedo, no encontro promovido pelos mosquiteiros mas por razões de saúde dum
familiar não me foi possível estar presente
                              Mosquiteiros - Braga (Braga, Portugal)


Restava-me o 7º Lagoas para o pretexto de voltar à Serra da Estrela e nesse eu tive o privilégio de lá estar.

As expectativas eram altas pois iríamos pescar  uma das lagoas que estava fechada a vários anos e mantida sob  vigilância  especial das autoridades pelo que tinha tudo para que o evento fosse um sucesso.


De facto a lagoa está inserida num cenário verdadeiramente  edilico e situa-se muito próxima da Torre,ao fundo das pistas de ski com uma vista fantástica sobre grande parte da Serra.

Seria-mos cerca de 20 pescadores!oriundos das mais diversas regiões do País.

Embora eu não tenha dados relativos aos resultados da jornada, mas parece-me que não foram animadores com poucas capturas mas todas de bom tamanho e quase todas a entrarem nos strimers.

No que toca à minha prestação ela saldou-se apenas por uma truta acima dos 40cm, já no final do dia e a entrar numa micro ninfa que não consegui fotografar por me ter escorregado,alias estas trutas são extremamente escorregadias provavelmente pelo lodo que estas águas criam por serem águas paradas.
 

Para o ano espero lá estar para o 8ºLagoas e rever alguns grandes amigos que por lá sempre me receberam e trataram bem.
Uma palavra de incentivo aos organizadores para que não deixem de organizar este importante evento, por outro lado a exigência e a pressão sobre as autoridades responsáveis pela gestão do património Natural  das lagoas terão que ser uma  constante para que as Lagoas sejam um destino de excelência para a pratica desta modalidade.



quinta-feira, 14 de novembro de 2013

De regresso ao Gerês




O  prometido  verão de São Martinho está aí e é sempre pretexto para uma longa caminhada apesar dos dias serem já bastante curtos.


As saudades já eram muitas, principalmente a falta daquela sensação de caminhar no silêncio da serra e ouvir a minha própria respiração naquelas subidas mais ingremes que posteriormente são sempre compensadas pelas magníficas paisagens que os píncaros do Gerês nos proporcionam.


A vontade de regressar à milenar mata do Ramisquedo era um dos lugares que ambicionava a muito tempo, por ser um lugar que eu particularmente gosto.
Já por lá tinha andado a alguns anos atrás e queria sobretudo ver como ela tinha evoluído depois do grave incendio a que foi sujeita no verão de 2011.


Este não é um daqueles trilhos considerados de dificuldade elevada, a não ser alguns picos mais agrestes, como a subida para a Cruz do Touro, mas é sempre um daqueles em que a forma física tem que estar em boa condição para fazer os cerca de 16 km em cerca de 6 horas.



Caminhar pela Serra Amarela é lembrar as gentes de Vilarinho! É ter a sensação de estarmos num lugar sagrado onde os espíritos da mítica e submersa aldeia pairam sobre os vários currais espalhados pela árida serra,mas também,por outro lado,tentar perceber como eles viviam em comunidade onde os seus habitantes lavravam as suas próprias leis isolados do mundo.
Aqui fica um dos poucos documentários existentes desta singular comunidade. 


Caminhar no interior da Serra Amarela é um verdadeiro privilégio para quem quer ver de perto algumas das espécies que muitos julgam estarem instintas no Gerês como as Cabras selvagens,os corsos ou algumas rapinas.Nesta incursão avistamos 4 corsos,um rabanho de cabras selvagens com mais 10 individuos e uma rapina que não tenho a certeza se era uma águia.