terça-feira, 25 de março de 2014
quarta-feira, 19 de março de 2014
Sons do Minho
Não só de montanhas e trutas se alimenta este blog,uma outra paixão do seu autor leva a que apareçam um ou outro post sobre a cultura e estilo musical do folclore característico do Alto Minho,com especial enfoque para os cantares ao desafio e as concertinas tradicionais.
Sendo assim,não poderia deixar passar em claro o anuncio da gravação do novíssimo DVD dos Sons Minho que se realizará no próximo dia 5 de Abril no multiusos de Viana do Castelo
Sobre o grupo não há muito a comentar pois eles são já sobejamente conhecidos das rádios e televisões com um rol concertos interminável em todo o Portugal mas também alem fronteiras,tendo estado presentes em muitos países como Canadá,Brasil ,França Suiça,etc...
Para quem ainda não os conhece não se julgue que é mais um grupo que vai copiando e imitando aquilo que está na moda!não é assim;o seu basto reportório é composto por temas originais e a qualidade dos músicos é soberba,profissional e académica incluindo um maestro, o Filipe Cunha. o Pi, e o Jorge Salgueiro,grandes mentores do projecto,o Luís Pinheiro(professor de concertina e seguramente um dos melhores executantes da concertina a nível mundial) o percursionista Denny Sousa,o baterista Paulo Freitas,o baixista Rudá e guitarrista Alexandre Barbosa
Por outro lado aquilo que mais me orgulha em te-los a todos no meu rol de amizades não é a ancora da musica mas sim os valores da vida.
Lá estarei para a grande festa no dia 5 de Abril
Apareçam também
"Salta e faz a Festa"
Sendo assim,não poderia deixar passar em claro o anuncio da gravação do novíssimo DVD dos Sons Minho que se realizará no próximo dia 5 de Abril no multiusos de Viana do Castelo
Sobre o grupo não há muito a comentar pois eles são já sobejamente conhecidos das rádios e televisões com um rol concertos interminável em todo o Portugal mas também alem fronteiras,tendo estado presentes em muitos países como Canadá,Brasil ,França Suiça,etc...
Para quem ainda não os conhece não se julgue que é mais um grupo que vai copiando e imitando aquilo que está na moda!não é assim;o seu basto reportório é composto por temas originais e a qualidade dos músicos é soberba,profissional e académica incluindo um maestro, o Filipe Cunha. o Pi, e o Jorge Salgueiro,grandes mentores do projecto,o Luís Pinheiro(professor de concertina e seguramente um dos melhores executantes da concertina a nível mundial) o percursionista Denny Sousa,o baterista Paulo Freitas,o baixista Rudá e guitarrista Alexandre Barbosa
Por outro lado aquilo que mais me orgulha em te-los a todos no meu rol de amizades não é a ancora da musica mas sim os valores da vida.
Lá estarei para a grande festa no dia 5 de Abril
Apareçam também
"Salta e faz a Festa"
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Troços de pesca sem morte
Praticamente em cima da abertura das época de pesca salmonidea é com enorme agrado que se tem verificado que em algumas concessões foram criados troços de pesca sem morte e zonas de proteção.
Começa-se assim a perceber que o futuro da pesca às trutas tem que imperiosamente passar por este tipo de atitudes.Para isso é necessário que os gestores dos recursos que o Estado lhes confiou tenham a sensibilidade e a noção de que tenhem em mãos um bem publico e a obrigação de zelar por ele.
Não sou daqueles que afirmo que tudo está mal na pesca das trutas,penso até que o estado fez muito bem em entregar alguns rios a associações e clubes,mas o problema não é esse!é muito mais complexo-uma falta de regulamentação e um regime interno das próprias concessionárias leva a que muitas delas não passem de coutadas privadas vedando assim ao utilizador um bem publico.
Por outro lado,uma boa gestão destas concessões levará a que haja movimentação de pescadores e consequentemente uma fonte de receita para o turismo local,pois o pescador come,abastece os carros e compra produtos endógenos muitas vezes pernoita nos locais que escolhe para praticar o seu desporto favorito.
Sei que este blog é lido em muitos países e eu não gostaria de passar a ideia de que em Portugal é tudo mau,que estamos mergulhados numa profunda crise e a pesca não tem qualquer valor apesar de termos rios fabulosos.
Não,não é assim,para aqueles em quem Portugal desperta interesse para pescar,ficam a saber temos rios muitos bons,com trutas e temos sobretudo um nível de vida barato comparado com os restantes Europeus,temos um rede de estradas das melhores da Europa e várias companhias aéreas a voar para Lisboa e Porto pelo que o convite para visitar os nossos rios fica aqui bem expresso.
Começa-se assim a perceber que o futuro da pesca às trutas tem que imperiosamente passar por este tipo de atitudes.Para isso é necessário que os gestores dos recursos que o Estado lhes confiou tenham a sensibilidade e a noção de que tenhem em mãos um bem publico e a obrigação de zelar por ele.
Não sou daqueles que afirmo que tudo está mal na pesca das trutas,penso até que o estado fez muito bem em entregar alguns rios a associações e clubes,mas o problema não é esse!é muito mais complexo-uma falta de regulamentação e um regime interno das próprias concessionárias leva a que muitas delas não passem de coutadas privadas vedando assim ao utilizador um bem publico.
Por outro lado,uma boa gestão destas concessões levará a que haja movimentação de pescadores e consequentemente uma fonte de receita para o turismo local,pois o pescador come,abastece os carros e compra produtos endógenos muitas vezes pernoita nos locais que escolhe para praticar o seu desporto favorito.
Sei que este blog é lido em muitos países e eu não gostaria de passar a ideia de que em Portugal é tudo mau,que estamos mergulhados numa profunda crise e a pesca não tem qualquer valor apesar de termos rios fabulosos.
Não,não é assim,para aqueles em quem Portugal desperta interesse para pescar,ficam a saber temos rios muitos bons,com trutas e temos sobretudo um nível de vida barato comparado com os restantes Europeus,temos um rede de estradas das melhores da Europa e várias companhias aéreas a voar para Lisboa e Porto pelo que o convite para visitar os nossos rios fica aqui bem expresso.
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
River Anner
Não é por acaso,que sempre que vamos à Irlanda,este pequeno rio nos desperta curiosidade até pelo facto dele ser muito bem gerido por um clube mas por outro lado também porque detém uma boa população de Trutas.

Não é fácil um estrangeiro conseguir ser membro dum tão restrito clube,onde as regras estão bem definidas e bastante restritas, pois apenas lá podem pescar os sócios,na vertente da pluma,e todos os seus membros tem a responsabilidade de fiscalizar o rio

Este rio para nós já não era novidade pois já em 2012 nos tinha-mos tornado Sócios para la pescar.
Acontece que nesse ano não tivemos sorte com o dia escolhido, pois uma situação de Cheias levou a que praticamente nem conseguisse-mos pescar porque o rio andava los cima dos campos.

Este ano tivemos cuidado em escolher o dia,analisamos a metrologia e escolhemos o dia ideal para por à prova a fama que este rio detém.
Depois de ter-mos ido à casa do Presidente( um Velho senhor bastante acima dos 80 anos mas duma simpatia e lucidez invejável) pagar as cotas de 2013,lá romanos ao Rio com a moral em alta porque mais uma vez os conselhos daqueles que conhecem bem o rio eram fonte de inspiração e as informações do velho senhor eram de que o rio estava muito bom para se pescar.
O rio não é muito largo e é pouco profundo, onde a cadencia das correntes são lentas mas constantes, inserido num entorno paisagístico lindíssimo, rodeado de campos cheios de gado,como pano de fundo uma cadeia montanhosa que por sua vez dá origem ao rio.
Começamos a jornada como sempre por volta das 13 h.

O Soares seguiu para montante e eu fiquei logo no inicio da concessão junto à ponte onde ficara a carro.
A primeira hora foi desastre e uma desilusão.Provavelmente a ansiedade tivesse tomado conta de mim.Tentei de tudo mas nem toque quer nas ninfas quer nas secas.
Entretanto recebo hum telefonema do Soares! Estava a divertir-se em grande, com Trutas a subir à seca!
Lá foi ao seu encontro.
Estava uns 200m a montante, concentrado nas trutas e eu apenas me limitei a apreciar e a desfrutar de como ele pescava bem.
Assim passei largos minutos sem que ele desse conta da minha presença.
Por fim lá se apercebeu que eu lá estava e então começamos os dois lado a lado.
E aí foi mais uma tarde memorável, com as trutas a entrarem bem,mas não tão fáceis como no dia anterior, estavam bem mais selectivas.
Não se julgue que estes rios estão desertos de pescadores,até porque,mais uma vez,tivemos a companhia de dois jovens pescadores.Respeitaram-nos ao começar umas centenas de metros para montante, mas o seus olhares desconfiados deixaram-nos um pouco apreensivos.
A surpresa aconteceu quando chegamos ao carro!Estávamos a desmontar o equipamento quando demos conta de que tínhamos um vidro lateral estilhaçado por uma pedra .....
Claro está que esta desagradável situação não passou em claro.Uma denuncia na Policia local bastou para desencadear um processo de averiguações.
Não será por este episódio que deixaremos de pescar novamente este rio numa futura visita à Irlanda,até porque cremos crer que isto não terá a ver com os sócios do Club,pois já em 2012 tínhamos presenciado uma acesa discussão entre pescadores e donos dos terrenos onde passam os rios.

Não é fácil um estrangeiro conseguir ser membro dum tão restrito clube,onde as regras estão bem definidas e bastante restritas, pois apenas lá podem pescar os sócios,na vertente da pluma,e todos os seus membros tem a responsabilidade de fiscalizar o rio
Este rio para nós já não era novidade pois já em 2012 nos tinha-mos tornado Sócios para la pescar.
Acontece que nesse ano não tivemos sorte com o dia escolhido, pois uma situação de Cheias levou a que praticamente nem conseguisse-mos pescar porque o rio andava los cima dos campos.
Este ano tivemos cuidado em escolher o dia,analisamos a metrologia e escolhemos o dia ideal para por à prova a fama que este rio detém.
O rio não é muito largo e é pouco profundo, onde a cadencia das correntes são lentas mas constantes, inserido num entorno paisagístico lindíssimo, rodeado de campos cheios de gado,como pano de fundo uma cadeia montanhosa que por sua vez dá origem ao rio.
Começamos a jornada como sempre por volta das 13 h.

O Soares seguiu para montante e eu fiquei logo no inicio da concessão junto à ponte onde ficara a carro.
A primeira hora foi desastre e uma desilusão.Provavelmente a ansiedade tivesse tomado conta de mim.Tentei de tudo mas nem toque quer nas ninfas quer nas secas.
Entretanto recebo hum telefonema do Soares! Estava a divertir-se em grande, com Trutas a subir à seca!
Lá foi ao seu encontro.
Estava uns 200m a montante, concentrado nas trutas e eu apenas me limitei a apreciar e a desfrutar de como ele pescava bem.
Assim passei largos minutos sem que ele desse conta da minha presença.
Por fim lá se apercebeu que eu lá estava e então começamos os dois lado a lado.
E aí foi mais uma tarde memorável, com as trutas a entrarem bem,mas não tão fáceis como no dia anterior, estavam bem mais selectivas.
A surpresa aconteceu quando chegamos ao carro!Estávamos a desmontar o equipamento quando demos conta de que tínhamos um vidro lateral estilhaçado por uma pedra .....
Claro está que esta desagradável situação não passou em claro.Uma denuncia na Policia local bastou para desencadear um processo de averiguações.
Não será por este episódio que deixaremos de pescar novamente este rio numa futura visita à Irlanda,até porque cremos crer que isto não terá a ver com os sócios do Club,pois já em 2012 tínhamos presenciado uma acesa discussão entre pescadores e donos dos terrenos onde passam os rios.
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Minas dos Carris em Livro
Deduzo que a maior parte daqueles que por cá passam sejam pessoas que gostam da Natureza e que se interessam por histórias (verídicas) e daquilo que muitas vezes o ser humano tentou moldar na sua essência em busca de algo que se torna quase sempre efémero.
É o caso deste excelente e recente trabalho do Rui Barbosa que aqui nos vem apresentar uma verdadeira realidade sobre aquilo que foi a era do ouro negro(volfrâmio) nas décadas de 40 a 80 do século passado,bem no coração da Serra do Gerês,resultado de intensos anos de pesquisa e um basto espolio de registos fotográficos.
O livro pode ser adquirido directamente ao autor através do deste contacto ou deste

É o caso deste excelente e recente trabalho do Rui Barbosa que aqui nos vem apresentar uma verdadeira realidade sobre aquilo que foi a era do ouro negro(volfrâmio) nas décadas de 40 a 80 do século passado,bem no coração da Serra do Gerês,resultado de intensos anos de pesquisa e um basto espolio de registos fotográficos.
O livro pode ser adquirido directamente ao autor através do deste contacto ou deste
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Não ponho titulo....leiam com atenção
Um artigo de opinião,da autoria do meu querido amigo e Prof de Economia Dr Mário Ferreira,vem dar conta do actual estado de anarquia e luxo em que o ICNF esta mergulhado....leiam com atenção e comentem da vossa opinião....começa a ser tempo de revolta e organizar protestos e manifs

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Encontro de pesca à Pluma Rio Zêzere
A poucas semanas do início da época da pesca desportiva das trutas,começam a surgir os primeiros encontros de pesca nomeadamente este


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Diário da viagem de pesca à Irlanda 2013 V
Depois da experiência de ter pescado dois dos mais mediáticos lagos da zona de Galway e Maio era tempo de regressar a lugares e rios já conhecidos doutras aventuras como por exemplo o Suir ou o Anner.
O Jimmy Mayer é já um velho e famoso pescador Irlandês conhecido nosso e está sempre disposto,e faz questão de tratar os "Portugueses" com ele nos chama, com muita simpatia e carinho.
Já noutras alturas nos tinha dado informações preciosas para uma estadia tranquila relativamente ao alojamento.
Desta vez alojou-nos na velha cidade de Cashel,também ela já nossa conhecida e que por outro lado é uma das cidades mais turísticas da Irlanda e onde se pode visitar por exemplo o Rock and Castleou mesmo a famosa Abadia de Holicroos

Num país e cidade de castelos teríamos obviamente que ficar num castelo e então ficamos num transformado em Hotel.

This photo of Kearney's Castle Hotel is courtesy of TripAdvisor

Num país e cidade de castelos teríamos obviamente que ficar num castelo e então ficamos num transformado em Hotel.
This photo of Kearney's Castle Hotel is courtesy of TripAdvisor
Mais uma vez a sorte esteve do nosso lado em ter encontrado este local pois os gerentes do hotel(pai e filho)são duma simpatia e disponibilidade inexcedível, sempre preocupados em que nada nos faltasse.
Não foi por acaso a o nosso amigo nos hospedou nesta cidade(que alias já conhecíamos) foi porque esta cidade fica em zona central para pescar uma série de Rios, logo a começar pelo grande Suir e em redor podemos encontrar o Nier,o Tar,o Duag,o Anner e mais alem o Blakwarter.
De Oughterard a Thurles não serão mais de 200km e fazem-se pela M18 até Limerick para depois aí apanharmos a N24 até chegarmos a Tipperary.O problema é que o transito e as estradas não são como as nossas, são bem mais estreitas e temos que considerar que estamos habituados a conduzir pela direita e na Irlanda conduz-se pela esquerda e as regras de transito tem alterações significativas em relação ao nosso código de estrada pelo que foi preciso uma manhã inteira para fazer o trajeto.
Durante a viagem e já muito próximo de Cashel encontramos um pequeno rio,que não teria mais de 3/4 metros de largura e pouco profundo. Não havia placas a restringir nada pelo valeria a pena em experimentar.
Chovia miudinho, o rio serpenteava por entre campos cheios de ovelhas e vacas e penso que não estaríamos muito longe da nascente.
O aspeto não era muito animador porque o rio apresentava uma água escura e barrenta e logo ao entrar nos primeiros passos ficamos enterrados em lama quase até à cinta,com um cheiro intenso a excrementos de gado,mas isso já nós estávamos habituados pela maior parte dos rios da Irlanda.
Não demorou 5 minutos para começar aquilo que seria uma tarde memorável.
Recordo bem que o Soares tinha ficado no mesmo sitio onde tinha entrado no rio mais duma hora sempre com trutas a entrar.
Eram trutas entre os 20 e 35 cm.
Eram trutas entre os 20 e 35 cm.
Assim passamos cerca de 2/3 horas de pura diversão,até que surge um pescador local com um enorme barulho nas margens do rio, mesmo com intenção de prejudicar quem estava a pescar,seguindo junto à margem para montante com grandes atropelos e a falar sozinho.
Estava ditada a nossa sorte naquele final de tarde; desmontar o material e ir ter com o Jimmy para beber umas
margens do dito rio,do qual ainda hoje não sei o nome.
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