terça-feira, 23 de outubro de 2012

Encontro Internacional Lagoas da Serra da Estrela

Pescar nos lagos da Serra da Estrela era para mim,de certa forma novidade,sobretudo quando não se sabe muito bem as condições atmosféricas que se vai encontrar na alta montanha,mas também um dilema sobre o material a usar.

De facto as previsões de bom tempo acabaram por se confirmar,com um dia outonal,temperaturas agradáveis e com algumas nuvens,por vezes a  encobrirem o Sol.
Alguma neve na Torre e nas imediações mas sem aquele vento,esse mesmo que todos nos lembramos quando visitamos os píncaros da Serra da Estrela,que nos corta as orelhas e nos põe a ponta do nariz vermelha.

Cheguei já tarde,por volta das 11h e já os participantes pescavam a muito tempo.
Não perdi tempo e montei uma cana de 10 pés com linha #5.

Havia alguma  actividade à superfície,pelo que se impunha experimentar uma seca,mesmo sem tão pouco saber com que os restantes participantes estavam a utilizar.
Optei por um tricóptero grande #12 de cor clara.Não tardou a surgir o primeiro e violento ataque,sem que tivesse cravado,estava assim lançada a jornada de pesca.
Entretanto o Ruizinho(meu companheiro de viagem) faz a primeira e linda truta na casa dos trinta,justamente com um tricóptero igual ao meu que por sinal tinha sido eu a oferecê-lo.


Assim pescamos cerca de 2h até ao almoço sem mais nenhum resultado prático,apenas a minha falta de experiência nos strimers,onde 2 trutas entram e os levaram,muito por azilhiçe minha e não  do 0.14.

Depois do excelente almoço servido na casa do club da appse foi conduzido à sede da associação pela direcção  para a conhecer e ver a estrutura do centro de interpretação da truta da Serra da Estrela onde a direcção me recebeu muito bem e me explicaram todo o funcionamento.

                             
De parte da tarde,já os colegas pescavam à muito,mudei de estratégia e decidi montar um tanden composto por  um tricóptero e uma pequena ninfa.

Para mim foi a receita certa,com as trutas a entrarem bem,quer na seca quer na ninfa.
Das várias capturas(mais de 10) fica o realce desta arco-íris  que entrou na ninfa e deu uma enorme luta ao ponto do Ricardo ter que ir meter o camaroeiro dele para a tirar da água.




Ironia!não tardou muito a ser eu a ajuda-lo com o meu camaroeiro para sacar esta bonita Fário,que subiu e atacou um pequeno tricóptero(#18) montado em parachut....era provavelmente o troféu do dia(não tenho ainda dados das capturas) sinal de que a teoria de que as trutas grandes não comem moscas pequenas não se ajusta à realidade em determinadas condições.Isto já o meu amigo Philip Maher 
me dizia e comprovava com trutas acima dos 60cm pescadas e embalsamadas à seca nos Rios da Irlanda.

No final do dia estava reservado um dos pontos altos deste evento-uma divinal sopa a que eu chamaria "sopa do pastor" onde os produtos autóctones se sobressaiam sendo o seu principal segredo,muito bem cozida e com tempero no ponto certo,mas uma sopa assim só tem o devido valor se estiver bem quente- e estava!seguindo o prato principal, uma espécie de bacalhau à Gomes de Sá,mas que a receita nada tem a ver com esta iguaria,chamando-se Bacalhau à M. Assis.Divinal!
Esta é  uma daquelas receitas ancestrais,que eu tenho vindo  sistematicamente  a alertar para o seu esquecimento em detrimento de uma gastronomia gourmet ou mesmo de fast-food....como profissional e amante da nossa cozinha tradicional e ao mesmo tempo ancestral,fico muito satisfeito em encontrar pratos assim....
Ir à Serra da Estrela e não trazer um bom queijo seria fazer uma visita incompleta por isso o proprietário do Restaurante Varanda da Estrela fez questão de escolher 2 bons queijos para eu degustar com os amigos-um grande abraço para ele!muito obrigado!
 
 Fotografias©João Dias


terça-feira, 9 de outubro de 2012

6º Lagoas da Serra da Estrela

Mais uma iniciativa da   APPSE 
O programa pode ser consultado aqui.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Pelos Rios de Leon III

Finalmente iria pescar em Leon e logo um dos Rios mais carismáticos,o Porma.

Seguimos o conselho do Tomás Gil par pescarmos num lugar lindíssimo com uma zona de lazer muito bem cuidada e aprazível com várias infraestruturas desportivas e um enorme bosque composto de trilhos e arvores de grande porte....uma maravilha!
  
Ao chegar vimos logo algumas trutas a comer à superfície,sinal de que pelo menos teria-mos a sorte de apreciar a sua actividade.

O rio,todo ele,apresenta uma sequência de correntes moderadas e pouco profundas o que permite vadear  sem dificuldade,também é bem aberto e com boa largura.
                tenho visto esta ponte em vários sítios e Livros de pesca

Pescamos lado a lado como sempre,eu da esquerda e o Macedo da direita,começamos com pequenas efémeras(#18/20) com os primeiros lances a sair para junto das margens.
O resultado não tardou a aparecer,justamente para o meu lado,na primeira passagem por baixo de uns ramos,um brutal ataque surge,sem que eu consegui-se cravar....estava lançado o mote para uma tarde em grande.
De seguida a meu colega começa a cravar a primeiras trutas.

  esta foi a minha primeira por terras de Leon(não é grande mas é igualmente bela)
Assim passamos cerca de 3 horas com várias capturas sobre o olhar atento de uma senhora que não perdia pitada daquilo que ia-mos fazendo dentro do rio.
Chegados a uma corrente mais funda,que anteçede uma grande tábua,pareceu-nos local ideal para estar uma boa truta.
Coube ao Macedo por junto a umas raízes a  pluma e logo uma truta acima 30cm atacou,era uma linda e bem nutrida truta do Porma.Entretanto eu resolvo montar uma pequena ninfa e experimentar a mesma corrente,uma série de trutas entraram só nessa corrente(não as contei mais de 5 e uma acima dos 30Cm) e algumas em locais onde o Macedo já tinha passado.
 Afinal elas estavam a entrar muito bem nas ninfas!


A jornada já ia longa e  começávamos já acusar o cansaço de um dia em grande,até porque tinha-mos à nossa espera uma excelente posta de Novilho no Restaurante do irmão do Tomás(LAS COLINERAS),que nos recebeu,mais uma vez,com uma enorme simpatia e profissionalismo 
                                            Restaurante Las Colineras
                      

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Pelos Rios de Leon II

O Zé Macedo foi o meu guia ao Alto Curueño.

A paisagem é de cortar a respiração,a estrada é estreita e roubada à montanha,serpenteia  por entre enormes  picos e leva-nos a um mundo idílico onde me pereceu que o passar das eras não alterou o modo de vida nem a forma das pessoas receberem quem os visita.
O Rio Curueño faz-nos companhia ao longo da estrada com enormes gargantas,fragas e poços onde as trutas são visíveis a em qualquer lugar em que a gente pare....tive pena de não o poder pescar....para o ano será um dos que não falharei,com certeza.

Subimos vários km já com o objectivo a almoçar em mais um amigo do Zé Maçedo,uma tal Venta del
Aldeano.
Mais uma vez fiquei impressionado com a maneira como fomos recebidos...almoçamos muito bem e barato.                      
Sobre gastronomia desta região já me tinham falado muito,especialmente a forma como cozinham os cogumelos ou setas como lhe chamam por lá.
A oferta de restauração é razoável e de qualidade,onde os produtos locais são cozinhados de forma sábia e com paladares singulares.

O resto das refeições foram feiras no Restaurante "Las Colineras" famoso já pelos almoços e jantares de pescadores que visitam Leon.
Este é mais um daqueles lugares que a pesca à  está presente em todos os sítios,com a decoração de vários fotografias,plumas de galo de Leon,informação turística e uma enorme simpatia do casal proprietário do Restaurante.



quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Pelos rios de Leon I

Visitar os rios de Leon será porventura uma meta a que muitos pescadores de mosca  se propõe e eu não era excepção.
                                              Rio Porma
À muito que tinha em mente uma visita,mesmo que ele fosse fugaz,à Meca da pesca com mosca.
O convite tinha já sido feito por mais duque uma vez,mas a conjugação de vários factores tinham impedido a sua realização.

As coisas por vezes acontecem rapidamente e  a oportunidade surgiu novamente,para uma visita  de 2 dias,onde o objectivo passaria por visitar o Tomás Gil,pescar o mítico rio Porma e uma visita aos picos de Europa.

A viagem,de cerca de 480 km(desde Viana do Castelo),é feita sempre em auto-estrada e não apresenta qualquer problema,quer de segurança quer de trafico intenso de transito,mesmo dentro da Cidade de Leon o transito é muito ordenado e  nas entadas da cidade flui rápidamente.

Como eu não tinha a licença de pesca válida para Leon tive que recorrer à sede da Junta de Castilha e Leon para a sua obtenção,que fica mesmo no centro da cidade.Percorremos uma série de ruas para encontrar o edifiçio e  isto deu-me uma perspectiva mais abrangente daquilo que é a cidade e o seu modo de vida num dia de trabalho.

O imponência de edifício da sede da Junta não deixa ninguém indiferente,sobretudo o all interior da entrada onde toda a gente é revistada e sujeita a rastreio magnético.

O edifício está de tal forma organizado que a facilidade de encontrar o que se pretende não apresenta qualquer dificuldade.No 5ºandar existe um departamento especifico só para a pesca e caça e onde foi atendido com cortesia e simpatia,não demoramos dentro do edifício mais de  5 minutos.Excelente serviço, nada burocrático e muito prestável,um verdadeiro exemplo de como devem ser os serviços púbicos.

Da cidade de Leon avistam-se já a  montanha central Leonesa de   Valdelugueros e à medida que nos aproximamos a ansiedade começa a instalar-se.


Antes de entrar-mos propriamente no vale do Rio Curueño o Rio Porma faz-nos companhia durante uns bons km e o seu famoso coto de Cerezales  deixa-nos maravilhados.

Por fim e depois de percorrer as estreitas ruas das consecutivas aldeias serranas lá se chega à casa do Tomás Gil ,famoso pescador/montador e o criador mais mediático dos galos de Leon.
                       quem chega é recebido com este cartão de visita
Sobre esta figura não tenho capacidade de dizer alguma coisa,pois sou um absoluto analfabeto em relação a uma pessoa das mais conhecedoras e respeitadas a nível mundial no mundo da pesca.

Chegamos na hora certa,fomos recebidos pela esposa .
Recebeu-nos com uma simpatia e modéstia impressionante.O Zé Macedo parecia um filho que regressava a casa tal era a afinidade que emanava entre o casal e ele.
O Tomás estava precisamente no galinheiro a pelar os galos e onde eu,"sem saber ler nem escrever", tive oportunidade que muitos desejariam e pagariam bem para assistir.
Na minha apresentação o Tomás não se ficou por simples cumprimento mas sim um grande abraço de boas vindas....estava feita mais uma grande amizade.
                         a casa de turismo do Tomás

Visitei os vários estágios dos galos desde os pintos à fase adulta,um hospital dentro do galinheiro e algumas questões técnicas...enfim uma completa visita guiada pelo próprio Tomás.
O rio Curueño passa junto à quinta do Tomás e exigia-se uma visita a tão famoso rio,já em fase de defeso,para ver as suas trutas.
Impressionante a densidade de trutas que alberga,só num pequeno poço estariam mais de 15/20 trutas.

Uma outra vista à sua loja e local de trabalho,dentro da sua própria habitação,deixou-me de olhos em bico, tal era a decoração envolvente e a organização dos materiais nomeadamente os vários tipos de plumas.  Assim demos por terminada esta já longa visita....
Tinha-mos ainda fortes emoções à nossa espera,nessa tarde.....

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Importante estudo na preservação do património truteiro na Peninsula Ibérica

Um estudo da Universidade Complutense de Madrid e publicado na Global Change Biology vem dar conta do desaparecimento da truta na Península Ibérica dentro de 4 décadas.
Foram monitorizados 12 rios e as conclusões apontam como causas principais da   extinção as alterações climáticas,a poluição e uma sobrecarga de pressão de pesca.


Visto isto,mais do que   nunca é necessário uma gestão responsável dos rios portugueses.
Não será o pescador o principal responsável pela extinção das trutas,mas em alguns rios,com frágeis ecossistemas,foi e ainda é o principal agente destruidor.Darei como exemplo a quase extinção das trutas de rios que não sofrem qualquer tipo de poluição mas que a pressão exercida sobre eles levou a que as populações sofressem um forte declínio ou mesmo a extinção.São quase todos rios e ribeiras de montanha onde o seu perfil é convidativo ao furtivismo.
Basta um olhar mais atento para dar conta de uma anarquia total das entidades a quem compete a gestão da pesca em águas interiores.

      

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Final de tarde no Rio Tar

Depois das fortes emoções no rio Annar,do jantar a imitar a  cozinha típica Portuguesa,era tempo de fazer o final do dia em grande e dar as despedidas.

O nosso amigo Philip Maher tinha-nos preparado uma surpresa final que passaria por uma pescaria de cerca de 2 horas num dos seus cotos privados de Salmão no rio Suir.Aliás,logo no primeiro dia de pesca foi precisamente o local a que nos tinha levado mas que acabou por sair frustrado devido ao forte caudal que o rio apresentava.
Finalmente iríamos ter a possibilidade de tentar um ou outro grande Salmão do Atlântico.

Apôs termos consultado um sistema de vídeo on-line instalado nos rios,ele verificou que valeria a pena tentar.
Lá partimos para fazer  cerca de 10 km com as expectativas altas.


Mais uma vez a sorte não esteve do nosso lado,o rio estava a subir e apresentava uma cor barrenta.
Ficamos largos minutos a olhar o rio e com vontade de tentar  mas o Philip aconselhou a abortar e partirmos para outra situação.
Ficamos com pena,mas quem sabe sabe e não havia nada a fazer ou que ficar triste porque a pesca é também a contemplação dos pesqueiros.
(passado alguns dias o Philipi capturou um belo exemplar nesse local)

Rumamos mais alguns(poucos)km e estávamos no rio Tar a pescar na companhia de Cisnes selvagens e rodeados de prados cheios de gado.
                                               Cisnes selvagens com crias
 


Este é um dos maiores rios visitados,logo a seguir ao Suir,de é afluente e onde entram igualmente  alguns Salmões e de que eu pessoalmente mais gostei de pescar.
As condições de caudal eram bem diferentes  das do vizinho,e a escassos km,rio Suir.Este apresentava boas condições de pesca,com águas já claras e a mostrar o seu leito avermelhado.
Já não nos restava muito tempo seriam já 20.30h.
Depois de uma breve conversa com 3 velhos pescadores Franceses,já conhecidos dias atrás,seguimos umas centenas de metros para jusante para um local pecado dias atrás.
                                         é notório a fundo avermelhado do Rio


Viam-se algumas trutas a comer e o resultados não tardaram a aparecer.
Assim pescamos até às 22.45h sempre com boas trutas a subir.
O troféu do dia estaria reservado para mim mesmo ao cair da noite.
Aí a uns vinte metros estava uma truta a comer muito suave,não imaginava eu que  logo à primeira passagem da pequena imitação de efémera ela atacasse.Cravei muito bem,a truta começou aos saltos fora da água e de seguida arranca para jusante.Pescar trutas de bom tamanho nestes rios não é muito complicado pois os rios são muito abertos e sem grandes obstáculos que imprensam trabalhar as trutas.
Passados alguns minutos de luta tinha um belo exemplar do rio Tar a rondar os 800 g
Terminaria assim da melhor forma esta aventura por terras Irlandesas.                                                                                                                  


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

6º dia

Segunda-feira,6º e ultimo dia de pesca.

As condições meteorológicas tinham melhorado consideravelmente neste ultimo dia com os rios a apresentarem os caudais já próximos do normal para a época,a avaliar pelos relatos dos pescadores locais.

Escolher seria uma decisão difícil pois as  opções eram variadas e todas elas apresentavam  boas perspectivas de um final desta viagem de pesca em grande.

Optamos pele concessão do Fethard & Killusty Angling Club no rio Annar,precisamente na zona em que estivéramos dias atrás e onde encontramos,nesse dia, talvez as piores condições de pesca devido ao elevadíssimo caudal que ele apresentava e sobretudo com águas muito escuras.

Este rio era para o meu amigo um dos que não podia deixar de ser pescado nesta viagem se apresenta-se as mínimas condições,pois tinha em anos anteriores lá feito grandes pescarias.

Chegamos já tarde,cerca das 11.30  e com a concorrência instalada já por perto(pecadores Franceses) que pescavam na zona livre,mesmo junto à concessão.Uma breve troca de impressões deixavam antever mais um mau dia de pesca a avaliar pelo fraco desempenho destes pescadores que tinham passado a manhã toda com apenas algumas capturas.


O rio apresentava já uma boa sequência de correntes embora o seu caudal estaria  muito acima do normal e corria ainda uma coloração barrenta.

Começamos umas centenas de metros para montante -eu primeiro e o António  subiu ainda mais deixando-me uns bons 500 m para pescar.

Comecei com um tanden composto por uma seca #16 Klinkhammer e uma ninfa #16 Pheasant e os resultados não tardaram a aparecer com boas trutas a subir na seca e outras a entrarem bem  na ninfa.
Estava-me a divertir à grande,sozinho,no meio de um rio com uma paisagem fabulosa,com grandes prados envolventes cheios de gado a pastar e com umas montanhas como pano de fundo.


Assim estive sem sair do mesmo sitio mais de 2.50h até que o telefone tocou.Era o António.Insistia que eu fosse ter como ele porque as trutas estavam a comer por todo o lado. Eu ainda insisti que também estava a ter bons resultados mas ele disse que não podia perder esta oportunidade e assistir a este espectáculo.
Bom,quando lá cheguei vejo o António no meio do rio com a água pelo peito e a cravar consequtivamente trutas aos seus pés...e que boas trutas eram,quase todas entre os 30 e 40 cm.Estava a pesca-las à seca com pequenas efémeras #20/#22.


Estive alguns minutos a apreciar antes de entrar no rio.
Entrei com muito cuidado,como mandam as regras,só que a minha presença foi notada pelas trutas que estavam activas muito devido ao António estar à já muito tempo sem se mover.Então começamos a pescar mais largo 10/15 m  e aí as trutas continuavam activas.
Eram já 16.30 e eu tinha a missão de cozinhar para a família em estávamos hospedados.Ora como os hábitos alimentares dos Irlandeses são de jantar por volta das 6 da tarde já não restavam margens para muito mais pesca.

Apôs o jantar estaria reservado o mais interessante final de pesca,a que dedicarei um outro post....
   




sábado, 4 de agosto de 2012

2º Pintonas Serra da Estrela


Decorrerá no próximo dia 25 de Agosto o segundo encontro de Pesca à Pluma no Lagoacho na Serra da Estrela.
Aqui fica o regulamento deste encontro- 



O " laboratório " Concessão de Pesca vai realizar o 2º Pintonas Serra Da Estrela no dia 25 deste mês ( Agosto ) na barragem do lagoacho.
O motivo da escolha desta barragem foi devido ser a que se encontra em melhores condições actualmente ,e tentando mudar de barragem de evento para evento.


REGULAMENTO E INSCRIÇÕES PARA O EVENTO:


1 – Nenhum dos participantes poderá iniciar a actividade de pesca sem que primeiro efectue o
check-in junto da organização.
2 – Os participantes apenas poderão pescar na modalidade de Pesca á Pluma com cana de Pluma
3 – Caso não disponham de plumas montadas em anzóis sem morte os participantes deverão com
uma lima ou alicate eliminar a farpa do anzol
4 – Os participantes poderão pescar por toda a barragem.
5 – A pesca deverá ser feita da margem e não dentro de água. Mesmo com pouca profundidade
6 – Os exemplares capturados, depois de libertados do anzol, deverão ser imediatamente
devolvidos ao seu habitat natural
7 – O dorsal identificativo fornecido deverá ser posto em local
bastante visível.
8 – Os horários definidos no programa deverão ser respeitados.


Preços : Dia de pesca com pequeno almoço 12 euros ( não sócios )
Sócios : Dia de pesca com pequeno almoço 7 euros


Local do CHECK-IN e do pequeno almoço, junto do paredao da barragem.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Lote 2 do Cabreiro

Para mim numa época de pesca às trutas há rios que não posso deixar de fazer pelo menos um passagem, mesmo que seja simbólica.

Assim foi mais uma vez!
O rio Cabreiro é mais um dos mais velhos clássicos desde pesco trutas,é daqueles lugares que me dão uma alegria enorme e ao mesmo tempo uma imensa  nostalgia,principalmente por ver que as minhas capacidades diminuem a cada ano que passa e já não ultrapasso as monumentais gargantas que outrora fizera por variadíssimas vezes.
Pescar este lote sozinho começa a ser uma arriscada aventura que leva aos limites a adrenalina do mais experiente pescador compensada pela exuberante paisagem ainda virgem...um verdadeiro paraíso ainda ao alcance de muito poucas vistas humanas....  


Podia enumerar imensas histórias e pescarias neste "misterioso" rio nos mais de 25 anos que o pesco,como por exemplo; uma violentíssima trovoada que me apanhou a alguns km garganta adentro,valendo-me o refugio de uma abertura  numa formação rochosa,ou ainda a adrenalina de subir,perder a noção do tempo e regressar com a noite  por entre grandes precipícios....

Recordo que este é o famoso rio do Ramiscal e  um dos mais difíceis rios em termos de relevo com o seu vale encaixado numa escarpada montanha com o seus pontos altos nos píncaros do alto da pedrada com cerca de 1400m.



Varias são as lendas que fazem parte deste curso de águas como por exemplo esta ,        
"Em Cabreiro (Arcos de Valdevez) existe uma lenda chamada ''O Velho do Cabreiro'', que conta que sempre que os mais idosos se encontravam inválidos, os filhos pegavam neles e empurravam-nos pelo precipício sobranceiro ao poço de Ola, no rio Cabreiro. Este costume cessou quando o pai de um destes jovens lhe disse para guardar metade do cobertor em que ia enrolado, pois o mesmo iria acontecer com ele. Ele, reflectindo no que estava a fazer, pegou no pai e levou-o para casa."

O seu património truteiro não é muito denso principalmente muito devido ao facto de grande parte do seu leito ser constituído por grandes formações rochosas e correntes rápidas dificultando assim a obtenção de alimento,mesmo assim alberga alguns bons exemplares
Não contabilizei as capturas mas foram acima da dezena,com algumas de bom tamanho,todas elas com mosca seca,sobretudo tricópteros.

Começa a ser cada vez mais raro fazer este troço pelo que aproveitei a oportunidade para obter algumas fotografias e vídeos só que o azar e alguma falta de cuidado fez com que a fotos fossem danificadas pela humidade....estou a tentar recupera-las... 
fotografias©João Dias




quarta-feira, 25 de julho de 2012

Lote 1 e 2 do Rio Vade

Mais uma vez as velhas memórias voltam a estar presentes neste final de época,desta feita na companhia do meu amigo e grande incentivador no mundo virtual da pesca às trutas-o gestor do site Trutas.pt.

São já muitas vezes que pesco na sua companhia e sobre a sua figura não há muito a comentar,apenas uma ou duas notas muito pessoais-é,como companheiro de pesca,aquilo que muitos tem dificuldade em perceber,ou seja,não é por defendermos diferentes ideologias que  não podemos ser bons amigos e companheiros,até porque estamos perante um dos mais responsáveis e mediáticos pescadores de trutas em Portugal,mestre na arte do spinning sobretudo com peixes artificiais.
 
Sobre este rio Vade;é mais um dos famosos rios truteiros do Alto Minho,gerido pela AFN à já longos anos, em que a população de trutas é muito satisfatória apesar de ser um dos rios mais badalados na modalidade do spinning.

A jornada correu muito bem,logo a começar com uma boa truta acima dos 30cm a entrar num tricóptero e duas ou três a ficarem nas amostras do meu amigo.
Para mim o dia estava feito com esta magnífica captura...


Não escolhemos estes lotes por acaso.
Sabia-mos ante mão que alberga grandes exemplares e o meu amigo queria testar as suas capacidades de pôr as amostras no buraco da agulha....e que prazer me dava ver a sua destreza e a eficácia das  amostras....

Conforme avançávamos(eu já não pescava,apenas apreciava e desfrutava destes momentos unicos) montes de trutas  em correrias loucas atrás da amostra....um espectáculo muito mais valorizado por quem está apenas a apreciar..

Várias foram as capturas realizadas pelo meu amigo quase todas devolvidas ao seu meio natural....   

quarta-feira, 18 de julho de 2012

5 dia domingo

Era domingo e o sol finalmente espreitava tímido,o que para nós era bom sinal-nem muito calor nem chuva-ideal para um dia de pesca na perfeição.

O nosso amigo Philip Maher tinha-nos falado na noite anterior de um pequeno rio que estava a dar trutas muito boas e que valeria muito uma visita.


A noite do folclore tinha sido algo longa e as várias marcas de cerveja experimentadas durante o espectáculo deixaram alguma mossa,pelo que só chegamos ao rio pelas 13h.


Mais uma vez um rio muito bonito atravessando um pequena vila rodeada de belas quintas com criação de cavalos de puro sangue.

Enquanto nos equipávamos,mesmo junto ao rio,tivemos logo a precessão de este dia seria especial logo a começar pelas trutas que comiam junto à ponte onde estávamos.


Dividimo-nos,eu para montante e o António para jusante.

Primeiro lançamento e logo uma truta atacou a pequena imitação de efémera,acima dos 30cm,sobe o olhar pasmado do meu colega.

Assim foi durante 2 a 3 horas com várias trutas a comer à seca sem que nos encontrasse-mos.
Entretanto experimentei umas ninfas.
E que bom resultado deram também!

A fome já se fazia sentir e era altura de regressar ao carro para repor energias.

O António ,entretanto já juntos,tinha tambem ele realizado boas capturas.

De repente as trutas deixaram comer,nem à seca nem à ninfa....estranho....esperamos mais de 1 h e...nada.
Vinha-mos já de regresso ao carro quando avistamos um pescador acompanhado de uma senhora.
Abeiramo-nos....surpresa das surpresas era um velho conhecido do meu colega António.....