Já a algum tempo que estava prevista esta travessia ,Travanca/ Batateiro,Serra do Soajo/Serra da Peneda.
Foi possível na passada Sexta Feira,dia 14,percorrer os mais de 20 quilómetros na companhia de 2 grandes amigos e amantes destas caminhadas,o Zé Moreira(www.bordejar.com)e Rui Barbosa(http://carris-geres.blogspot.com/).
Todos nos tínhamos em mente objectivos em comum,como o desfrutar de paisagens únicas,contemplar a natureza em estado puro,a paz de espírito,o silencio da Serra....mas também objectivos pessoais de pesquisa e cientificas,embora nenhum de nos seja formado academicamente nas áreas ambientais,mas sempre que formamos opiniões sobre aquilo que conhecemos,são fundadas em experiências no terreno,sendo elas objecto de discussão baseadas em factos presencias e não teorias académicas.
O meu principal objectivo era o Ramiscal,visto de uma perspectiva ainda não conseguida anteriormente,que era percorrer a margem direita do cume da Serra de jusante para montante.Já havia feito várias vezes o mesmo percurso,mas pela margem esquerda.O meu interesse nesta margem,além de ter uma outra visão da imensidão da mata,era ver o impacto no terreno do incêndio de 2006 e tentar perceber como ele desceu as encostas íngremes até ao leito do Rio.Este objectivo foi de certa forma atingido e até superado,pois a contemplação do Ramiscal em certos locais é indescritível.Caminhamos quase sempre acima dos 1000m de altitude chegando muitas vezes acima dos 1200m.
Este é um trilho não sinalizado,de relativa facilidade de progressão mas muito perigoso em relação à estabilidade climática,principalmente nesta época do ano,os três tivemos oportunidade de presenciar várias fases de nevoeiro a cerrar em poucos minutos e a dificultar a progressão,valeu-nos por diversas vezes as cartas,senão teríamos que recorrer aos "Bombeiros de Salto".(com o devido respeito pela instituição).
Tivemos ainda oportunidade de ouvir relatos de historias e memorias de um antigo mineiro(com 87 anos)na Branda de São Bento do Cando,a devoção e romaria ao São Bento de gentes vindas de todo o lado,pela voz ténue de uma idosa na casa dos 90,uma degustação de uvas "maricanas" , o carinho e afecto destas gentes Serranas que nos brindam com a sua simplicidade.
Algumas imagens do dia...
outra perspectiva do Ramiscal
vale do Rio Ramiscal já muito próximo da nascente.....
os efeitos do incêndio de 2006.....
mais um banco de nevoeiro a formar-se em poucos minutos...
em poucos minutos o Ramiscal ficou coberto de nevoeiro......
Rio Ramiscal........
Nascente do Rio Cabreiro ou Ramiscal......
Trutas, nem uma.......
nascente do Vez......
O Zé e o Rui no topo da Serra......
Peneda em frente........
milagroso São Bento......
final de mais de 6 horas de caminhada.....
sábado, 16 de outubro de 2010
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Amigos das consertinas/Richad Baeta
Uma outra vertente deste espaço será a divulgação da etnografia e folclore,as experiências de amizades que ao longos dos anos tenho vindo a adquirir através de tocadores de concertinas.
Sempre tive uma paixão por este instrumento tradicional ,tentado sempre cimentar amizades com exímios executantes.
Um exemplo é Richard Baeta ,embora ainda jovem,é sem duvida uma referencia a nível Nacional e Internacional já com várias obras discográficas publicadas.
Votos de muitos sucessos!!!
apresentação aqui
Sempre tive uma paixão por este instrumento tradicional ,tentado sempre cimentar amizades com exímios executantes.
Um exemplo é Richard Baeta ,embora ainda jovem,é sem duvida uma referencia a nível Nacional e Internacional já com várias obras discográficas publicadas.
Votos de muitos sucessos!!!
apresentação aqui
domingo, 10 de outubro de 2010
Trilho da Cumeada
A chuva que caiu copiosamente durante a noite de Sexta para Sábado não impediu que 9 companheiros amantes da pura Serra se encontrassem para mais uma caminhada!
Como pessoas responsáveis e todos com largos anos de experiência de alta montanha,logo abortamos a caminhada optando por fazer 2 visitas,também elas muito enriquecedoras,uma ao Museu ecológico de Pitões das Júnias e outra à aldeia Serrana de Paredes do Rio.
Algumas imagens do dia....
Rio Homem em Fúria ás 7,45 da manhã.........
Como pessoas responsáveis e todos com largos anos de experiência de alta montanha,logo abortamos a caminhada optando por fazer 2 visitas,também elas muito enriquecedoras,uma ao Museu ecológico de Pitões das Júnias e outra à aldeia Serrana de Paredes do Rio.
Algumas imagens do dia....
Rio Homem em Fúria ás 7,45 da manhã.........
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Literatura
Uma leitura a não perder sobre a pesca da truta à mosca.
"La trucha con artificiales Libro facsimil" por Louis Carrère.
Pode ler-se no seu prefácio o seguinte,
"Obra interesante,de puro deporte.en la que se detallan con minuciosidad todos cuantos datos son precisos para el difícil arte de lanzar la mosca.El modo de fabricar las distintas clases de moscas empleadas en todas las regiones de España.Obra amena que todo o buen deportista debe tener en su biblioteca"
Este livro,escrito e de autoria de um Castelhano,editado pela primeira vez em 1934,é para quem o lê um autentico almanaque de pesca à mosca.Nele se pode compreender e aprender todo o que diz respeito às técnicas de lançamentos,montagens de moscas,material necessário para tal,nós,as várias espécies de trutas que habitam a Península Ibérica,a historia da introdução das trutas arco íris na Europa,as várias posições que um pescador desta modalidade deve adoptar dentro do Rio, etc....
Este é também um livro de fácil compreensão, ilustrado com desenhos feitos à mão,simples,mas muito objectivos e esclarecedores.
Pode ser adquirido em www.sekotia.com
"La trucha con artificiales Libro facsimil" por Louis Carrère.
Pode ler-se no seu prefácio o seguinte,
"Obra interesante,de puro deporte.en la que se detallan con minuciosidad todos cuantos datos son precisos para el difícil arte de lanzar la mosca.El modo de fabricar las distintas clases de moscas empleadas en todas las regiones de España.Obra amena que todo o buen deportista debe tener en su biblioteca"
Este livro,escrito e de autoria de um Castelhano,editado pela primeira vez em 1934,é para quem o lê um autentico almanaque de pesca à mosca.Nele se pode compreender e aprender todo o que diz respeito às técnicas de lançamentos,montagens de moscas,material necessário para tal,nós,as várias espécies de trutas que habitam a Península Ibérica,a historia da introdução das trutas arco íris na Europa,as várias posições que um pescador desta modalidade deve adoptar dentro do Rio, etc....
Este é também um livro de fácil compreensão, ilustrado com desenhos feitos à mão,simples,mas muito objectivos e esclarecedores.
Pode ser adquirido em www.sekotia.com
domingo, 3 de outubro de 2010
Rio do Ramiscal II
Uma segunda serie de fotografias do rio do Ramiscal.
Por aqui se pode ver a evolução da flora apôs o incêndio de 2006.
Estão fotografias foram tiradas recentemente e servem com certeza para um esclarecimento cabal do actual estado desta ZPT.
Este ano ardeu uma área considerável junto a Lordelo.....
Por aqui se pode ver a evolução da flora apôs o incêndio de 2006.
Estão fotografias foram tiradas recentemente e servem com certeza para um esclarecimento cabal do actual estado desta ZPT.
Este ano ardeu uma área considerável junto a Lordelo.....
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Imagenes de Lugares de Pesca
Um excelente blogue sobre a pesca à Pluma este do Enrique Revuelta,com imagens de alta qualidade e excelentes trutas onde dá a conhecer também alguns Rios da Nossa Vizinha Espanha.Uma leitura a recomendar aos amantes desta modalidade.Pode visitar-se aqui
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Livro de Honra
O serviço de informações do MAI visita o blogue,espero que o interesse seja as trutas ou um qualquer trilho do Gerês,de qualquer das formas sejam bem vindos!!!!
| 7. | 22:08 | Unidade Tecnologias Informacao e Seguranca do MAI, Porto, Portugal |
domingo, 26 de setembro de 2010
Rio do Ramiscal
Não compreendo a discussão e os argumentos apresentados por algumas pessoas em relação à fauna do Rio do Ramiscal!
Conheço e acompanho à cerca de 25 anos todo o Rio Cabreiro,que a partir da aldeia serrana de Avelar passa a ser designado nas cartas cartográficas de Rio do Ramiscal.A partir daqui para montante faz parte integrante da ZPT do PNPG.
Conheço essencialmente porque sou amante da pesca de trutas e tive a felicidade de ter acompanhado verdadeiros mestres na arte de pescar trutas e verdadeiros conhecedores de paraísos como este.
Na década de 80,quando ainda não se falava de plano de ordenamento do PNPG,já este rio estava como zona de pesca reservada gerida pela DGF e regulamentado pela lei das Bases IV n.º1, XXIX n.º1 e XXXIII da Lei n.º 2 097, de 6 de Junho de 1959, e dos
artigos, 5.º e 84.º do Decreto n.º 44 623, de 10 de Outubro de 1962,que posteriormente foi alterado pela Portaria n.º 449/2003, de 9/4) pode consultar-se aqui.
Ora desde 1962 que o valor do património truteiro deste curso de água já era reconhecido pelo então governo,vendo nele uma(e bem) reserva,onde devido á intensiva procura de pescadores,era necessário salvaguardar os recursos truteiros deste rio.Já nessa altura os responsáveis pelo documento salientavam o valor socioeconómico e turístico deste curso de água.Na minha opinião o antigo regime nesta matéria estava á frente uns largos anos no que diz respeito à conservação e zelo do nosso património florestal.Se não vejamos:
Afinal o que aconteceu?
-Logo após o incêndio de Agosto de 2006 uma violenta trovoada acompanhada de fortes chuvas abateu-se sobre o escarpado vale e as cinzas ainda frescas e altamente nocivas escorreram em enxurrada para o frágil ecossistema do rio do Ramiscal,arrastando a traz de si todos os seres vivos do Rio,provocando uma mortandade total.
Visitei o Ramiscal logo após a chuvada e a desilusão foi total,praticamente todo o giestal e Carvalhal Negral tinha desaparecido,regressei revoltado e impotente ao que vi e que tinha verificado,alertei e relatei os factos por email para o ICNB,PNPG,SPNA,os quais me responderam passados dias a agradecer a minha preocupação e que estavam ao corrente tudo.
Mais uma vez duvido que algum técnico se tenha deslocado ao coração da mata,para fazer um levantamento exaustivo da situação no terreno.Alertei para o facto de uma espécie indígena e autóctone como as trutas do Ramiscal,milenares também elas,terem desaparecido na sua totalidade de um lugar que está inserido na mais alta protecção do ICNB.
Lisboa respondeu amavelmente a agradecer,mas não pediu qualquer detalhe ou opinião sobre quem percorre consecutivamente estes lugares,talvez a opinião de pessoas que vêem o problema de fora e não tem formação académica na área não interesse nada!
Qual o meu interesse em ir a um local tão ermo e de infidelíssimo assexo?
-Simples,primeiro a procura de paz de espírito,o silencio da Serra,a contemplação da natureza ainda em estado puro,sem intervenção Humana,a possibilidade de encontrar várias espécies de aves de rapina que ainda habitam por estas paragens,o ficar sentado em cima de um qualquer penhasco e contemplar as varias fragas que compõe o Rio do Ramiscal.
Porque me interesso tanto pelas trutas num lugar onde está proibido de todas as formas a sua pesca?
-Este rio desde miúdo que me fascina,comecei por pescar no lote 1,onde o rio corre calmamente em direcção ao Vez,para ao longo dos anos subir e explorar o lote 2 e ano após ano foi adquirindo conhecimentos e ouvindo historias das gentes locais,muitas de pastores que encontrava eventualmente na Serra,à cerca deste misterioso rio,onde me diziam que "truitas",como lhes ainda hoje lhe chamam,haviam-nas no Ramiscal como abelhas enchameadas. Nessa altura não era ainda proibida a pesca dentro do parque e ainda não tinham sido criadas as ZPT e a partir do fim da concessão,que termina na ponte pedonal em Avelar, era livre.
O problema era encontrar o trilho para ultrapassar uma enorme garganta e aceder ao coração da Mata milenar.Existem apenas duas entradas para este paraíso.Levei 12 anos a descobrir-las mas só apenas uma conheço na totalidade.Os pastores a quem eu perguntava,sempre me iam informando mais ou menos das entradas,mas nunca de disponibilizaram em acompanhar-me.Não é fácil um forasteiro adquirir confiança destas gentes Serranas, e eles tentam sempre guardar a preservar o que eles consideram seu território.
Este lote 2 é de tão belo como perigoso,está cheio de gargantas e fragas muitas delas intransponíveis,não tem trilhos nem carreiros nas suas margens,apenas escarpas.Detém ainda pouquíssimas trutas,talvez subidas do rio Vez nestes anos que sucederam ao incêndio.Não pesco este troço à 6 anos,mas tenho ouvido relatos de algumas capturas.É urgente fechar esta ZPR(zona de pesca reservada)durante os anos que forem necessários para que a natureza reponha o seu normal funcionamento.
De facto era verdade,as trutas para alem da referida garganta eram como moscas.Pesquei lá durante alguns anos sempre sozinho e mantive absoluto sigilo ate que o PNPG fechou esta área tal como o alto Homem e seus afluentes oriundos de nascentes em zonas de ZPT.
Concordo que se faça um repovoamento com trutas autóctones tiradas a jusante da ponte da EN de Cabreiros?
-É claro que sim,até porque se preservaria o património genético da espécie,que como todos os pescadores desta espécie sabe varia de rio para rio e tem fortes tendências a cruzar-se,tal como a própria adaptação ás águas.Nunca com indivíduos oriundos de outras zonas,como viveiros.Ficaria assim preservada a espécie sob a protecção do ICNB e PNPG,como reserva e património do Parque tal como acontece no Rio Vez a montante de Santo António Vale das Poldras até à nascente. Aliás,onde eu recentemente pode verificar em pleno mês de Agosto várias trutas em pequenos charcos,ou mesmo o Alto Homem a montante da Barragem de Vilarinho da Furna até à nascente,onde eu também pesquei largos anos na década de 80.
Lote 2 visto do alto da Serra com as suas gargantas e fragas em pleno Verão.....reparem o tão difícil é chegar ao leito do rio,não há trilhos.....
Uma das muitas gargantas que compõem o Ramiscal......
O vale do rio em pleno coração do Ramiscal....
Coração da mata......muito poucos conseguem lá chegar....é o paraíso,a paz e a harmonia deste lugar não se consegue transcrever....
Lordelo ao fundo......
Do alto de um penhasco........
O Rio do Ramiscal já muito próximo da nascente.....de frisar que este Carvalho em primeiro plano esteve envolvido no incêndio e são notórias as marcas,mas são espécies extremamente resistentes e recuperam facilmente....mas o Rio esse está literalmente morto......
João Dias....fotografias de João Dias©
Conheço e acompanho à cerca de 25 anos todo o Rio Cabreiro,que a partir da aldeia serrana de Avelar passa a ser designado nas cartas cartográficas de Rio do Ramiscal.A partir daqui para montante faz parte integrante da ZPT do PNPG.
Conheço essencialmente porque sou amante da pesca de trutas e tive a felicidade de ter acompanhado verdadeiros mestres na arte de pescar trutas e verdadeiros conhecedores de paraísos como este.
Na década de 80,quando ainda não se falava de plano de ordenamento do PNPG,já este rio estava como zona de pesca reservada gerida pela DGF e regulamentado pela lei das Bases IV n.º1, XXIX n.º1 e XXXIII da Lei n.º 2 097, de 6 de Junho de 1959, e dos
artigos, 5.º e 84.º do Decreto n.º 44 623, de 10 de Outubro de 1962,que posteriormente foi alterado pela Portaria n.º 449/2003, de 9/4) pode consultar-se aqui.
Ora desde 1962 que o valor do património truteiro deste curso de água já era reconhecido pelo então governo,vendo nele uma(e bem) reserva,onde devido á intensiva procura de pescadores,era necessário salvaguardar os recursos truteiros deste rio.Já nessa altura os responsáveis pelo documento salientavam o valor socioeconómico e turístico deste curso de água.Na minha opinião o antigo regime nesta matéria estava á frente uns largos anos no que diz respeito à conservação e zelo do nosso património florestal.Se não vejamos:
- Tinham guardas florestais em permanência e em locais estratégicos.
- Tinham os guardas rios
- Tinham uma legislação adequada e fundamentada.
- Estavam e conheciam o terreno,não ficavam no conforto dos gabinetes.
Afinal o que aconteceu?
-Logo após o incêndio de Agosto de 2006 uma violenta trovoada acompanhada de fortes chuvas abateu-se sobre o escarpado vale e as cinzas ainda frescas e altamente nocivas escorreram em enxurrada para o frágil ecossistema do rio do Ramiscal,arrastando a traz de si todos os seres vivos do Rio,provocando uma mortandade total.
Visitei o Ramiscal logo após a chuvada e a desilusão foi total,praticamente todo o giestal e Carvalhal Negral tinha desaparecido,regressei revoltado e impotente ao que vi e que tinha verificado,alertei e relatei os factos por email para o ICNB,PNPG,SPNA,os quais me responderam passados dias a agradecer a minha preocupação e que estavam ao corrente tudo.
Mais uma vez duvido que algum técnico se tenha deslocado ao coração da mata,para fazer um levantamento exaustivo da situação no terreno.Alertei para o facto de uma espécie indígena e autóctone como as trutas do Ramiscal,milenares também elas,terem desaparecido na sua totalidade de um lugar que está inserido na mais alta protecção do ICNB.
Lisboa respondeu amavelmente a agradecer,mas não pediu qualquer detalhe ou opinião sobre quem percorre consecutivamente estes lugares,talvez a opinião de pessoas que vêem o problema de fora e não tem formação académica na área não interesse nada!
Qual o meu interesse em ir a um local tão ermo e de infidelíssimo assexo?
-Simples,primeiro a procura de paz de espírito,o silencio da Serra,a contemplação da natureza ainda em estado puro,sem intervenção Humana,a possibilidade de encontrar várias espécies de aves de rapina que ainda habitam por estas paragens,o ficar sentado em cima de um qualquer penhasco e contemplar as varias fragas que compõe o Rio do Ramiscal.
Porque me interesso tanto pelas trutas num lugar onde está proibido de todas as formas a sua pesca?
-Este rio desde miúdo que me fascina,comecei por pescar no lote 1,onde o rio corre calmamente em direcção ao Vez,para ao longo dos anos subir e explorar o lote 2 e ano após ano foi adquirindo conhecimentos e ouvindo historias das gentes locais,muitas de pastores que encontrava eventualmente na Serra,à cerca deste misterioso rio,onde me diziam que "truitas",como lhes ainda hoje lhe chamam,haviam-nas no Ramiscal como abelhas enchameadas. Nessa altura não era ainda proibida a pesca dentro do parque e ainda não tinham sido criadas as ZPT e a partir do fim da concessão,que termina na ponte pedonal em Avelar, era livre.
O problema era encontrar o trilho para ultrapassar uma enorme garganta e aceder ao coração da Mata milenar.Existem apenas duas entradas para este paraíso.Levei 12 anos a descobrir-las mas só apenas uma conheço na totalidade.Os pastores a quem eu perguntava,sempre me iam informando mais ou menos das entradas,mas nunca de disponibilizaram em acompanhar-me.Não é fácil um forasteiro adquirir confiança destas gentes Serranas, e eles tentam sempre guardar a preservar o que eles consideram seu território.
Este lote 2 é de tão belo como perigoso,está cheio de gargantas e fragas muitas delas intransponíveis,não tem trilhos nem carreiros nas suas margens,apenas escarpas.Detém ainda pouquíssimas trutas,talvez subidas do rio Vez nestes anos que sucederam ao incêndio.Não pesco este troço à 6 anos,mas tenho ouvido relatos de algumas capturas.É urgente fechar esta ZPR(zona de pesca reservada)durante os anos que forem necessários para que a natureza reponha o seu normal funcionamento.
De facto era verdade,as trutas para alem da referida garganta eram como moscas.Pesquei lá durante alguns anos sempre sozinho e mantive absoluto sigilo ate que o PNPG fechou esta área tal como o alto Homem e seus afluentes oriundos de nascentes em zonas de ZPT.
Concordo que se faça um repovoamento com trutas autóctones tiradas a jusante da ponte da EN de Cabreiros?
-É claro que sim,até porque se preservaria o património genético da espécie,que como todos os pescadores desta espécie sabe varia de rio para rio e tem fortes tendências a cruzar-se,tal como a própria adaptação ás águas.Nunca com indivíduos oriundos de outras zonas,como viveiros.Ficaria assim preservada a espécie sob a protecção do ICNB e PNPG,como reserva e património do Parque tal como acontece no Rio Vez a montante de Santo António Vale das Poldras até à nascente. Aliás,onde eu recentemente pode verificar em pleno mês de Agosto várias trutas em pequenos charcos,ou mesmo o Alto Homem a montante da Barragem de Vilarinho da Furna até à nascente,onde eu também pesquei largos anos na década de 80.
Lote 2 visto do alto da Serra com as suas gargantas e fragas em pleno Verão.....reparem o tão difícil é chegar ao leito do rio,não há trilhos.....
Uma das muitas gargantas que compõem o Ramiscal......
O vale do rio em pleno coração do Ramiscal....
Coração da mata......muito poucos conseguem lá chegar....é o paraíso,a paz e a harmonia deste lugar não se consegue transcrever....
Lordelo ao fundo......
O Rio do Ramiscal já muito próximo da nascente.....de frisar que este Carvalho em primeiro plano esteve envolvido no incêndio e são notórias as marcas,mas são espécies extremamente resistentes e recuperam facilmente....mas o Rio esse está literalmente morto......
João Dias....fotografias de João Dias©
domingo, 5 de setembro de 2010
Catálogos de pesca à pluma
O catálogo pode ser visto no link abaixo
http://www.pescamosca.com/catalogo2010.pdf
Já fiz várias compras desta casa e são eficientes e cumpridores.
Existe um grande défice em Portugal de casas especializadas em artigos de pesca à mosca.No Alto Minho conheço apenas uma dentro das Muralhas de Valença Do Minho.Esta casa comercializa essencialmente material da Orvis http://www.orvis.com mas possui também muitas outras marcas.Vende algumas moscas de boa qualidade,os preços são aceitáveis,pena é que não tenham uma parte técnica para aconselhar os pescadores menos experientes a comprarem os materiais mais adequados.
Uma das casas de referencia na pesca à pluma em Portugal é sem duvida a http://www.alvaflyfishing.com com um gama de produtos muito completa e preços também muito bons,podendo as encomendas serem feitas on-line através do seu completo catálogo.
http://www.pescamosca.com/catalogo2010.pdf
Já fiz várias compras desta casa e são eficientes e cumpridores.
Existe um grande défice em Portugal de casas especializadas em artigos de pesca à mosca.No Alto Minho conheço apenas uma dentro das Muralhas de Valença Do Minho.Esta casa comercializa essencialmente material da Orvis http://www.orvis.com mas possui também muitas outras marcas.Vende algumas moscas de boa qualidade,os preços são aceitáveis,pena é que não tenham uma parte técnica para aconselhar os pescadores menos experientes a comprarem os materiais mais adequados.
Uma das casas de referencia na pesca à pluma em Portugal é sem duvida a http://www.alvaflyfishing.com com um gama de produtos muito completa e preços também muito bons,podendo as encomendas serem feitas on-line através do seu completo catálogo.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Trutas Mariscas do Neiva
Em anos anteriores o Neiva sempre me brindou com algumas trutas mariscas,não muito grandes mas sempre de bons calibres,na casa dos 25 ,30cm.
Este ano as expactivas eram maiores,uma vez que o caudal do rio durante os meses de inverno sempre foi elevado,havendo possibilidades de entrarem mais trutas.Não me parece que isso tenha acontecido,durante toda a época apenas capturei 3 ou 4 exemplares.
Percorri por várias vezes o baixo Neiva e comparativamente aos anos anteriores parece-me que as trutas estão em franco declínio.É certo que capturei alguns exemplares acima de quilo nas nada comparado a anos anteriores.
Numa primeira analise e sem provas cientificas,pelo menos conhecidas,prece-me que os vários pólos industriais próximos das suas margens e consequentes descargas nocivas para o ecossistema do Rio sejam um dos maiores problemas da não reprodução desta espécie tão sensível à poluição,provavelmente tendo também influencia negativa na recusa da entrada de trutas mariscas na foz.Tenho acompanhado à vários anos os relatos dos pescadores artesanais,profissionais de Castelo Do Neiva e tenho visto e ouvido todos os anos relatos de trutas capturadas nas redes(legais) com mais de 3 Quilos mesmo à entrada do Rio-porque não sobem???algo de anormal se passa nas águas do Neiva!
Este ano as expactivas eram maiores,uma vez que o caudal do rio durante os meses de inverno sempre foi elevado,havendo possibilidades de entrarem mais trutas.Não me parece que isso tenha acontecido,durante toda a época apenas capturei 3 ou 4 exemplares.
Percorri por várias vezes o baixo Neiva e comparativamente aos anos anteriores parece-me que as trutas estão em franco declínio.É certo que capturei alguns exemplares acima de quilo nas nada comparado a anos anteriores.
Numa primeira analise e sem provas cientificas,pelo menos conhecidas,prece-me que os vários pólos industriais próximos das suas margens e consequentes descargas nocivas para o ecossistema do Rio sejam um dos maiores problemas da não reprodução desta espécie tão sensível à poluição,provavelmente tendo também influencia negativa na recusa da entrada de trutas mariscas na foz.Tenho acompanhado à vários anos os relatos dos pescadores artesanais,profissionais de Castelo Do Neiva e tenho visto e ouvido todos os anos relatos de trutas capturadas nas redes(legais) com mais de 3 Quilos mesmo à entrada do Rio-porque não sobem???algo de anormal se passa nas águas do Neiva!
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