Terceira e ultima serie de fotografias da travessia da Serra da Peneda.....
capelinha a uma altitude de 1300 metros.......
Santo António e São Bráz....
ao fundo o marco geodésico do topo da Serra da Peneda.....
a vista no topo da Serra era fantástica,avistava-se desde Montalegre,passando pelos Carris,até Espanha....
fojo do Lobo,ainda em óptimo estado de conservação,será um dos próximos objectivos.......
nascente do Rio Vez......
branda de Bosgalinhas.....
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
sábado, 28 de agosto de 2010
Travessia de Serra da Peneda II
Uma segunda serie de fotografias da travessia da Serra das Peneda....
uma casa de abrigo já quase no topo da Serra....
estas casas servem de abrigo aos pastores,são de uma só divisão e estão dotadas de lareira,mesa central com toalha de plástico (muito limpa)bancos de madeira,guarda loiça com 3,4 pratos,2 ou três panelas,sal...2 colchões e alguns agasalhos....
já conheço estas casas à muitos anos e o que faz admirar é elas estarem ainda intactas,devido ao vandalismos que se tem vindo a verificar por essas serras fora,esperemos que continuem assim por muitos anos....
estas casas estão abertas,para quem quiser pernoitar ou descansar,não possuindo fechadura.....
uma casa de abrigo já quase no topo da Serra....
estas casas servem de abrigo aos pastores,são de uma só divisão e estão dotadas de lareira,mesa central com toalha de plástico (muito limpa)bancos de madeira,guarda loiça com 3,4 pratos,2 ou três panelas,sal...2 colchões e alguns agasalhos....
já conheço estas casas à muitos anos e o que faz admirar é elas estarem ainda intactas,devido ao vandalismos que se tem vindo a verificar por essas serras fora,esperemos que continuem assim por muitos anos....
um pormenor minto interessante este testo de granito.......
curiosa a inscrição da única porta de acesso "O POVO DEVILAR ACREDESSE"sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Travessia de Serra da Peneda I
Já a algum tempo que tinha em mente fazer esta travessia de cerca de 20 quilómetros.
O objectivo era simples,contemplar o Ramiscal do alto da serra,passar pelas várias brandas,fotografar as nascentes dos Rios Vez e Cabreiro,ver também o impacto que o recente incêndio de Travanca causou na Serra do Soajo.
Contei com a companhia de um grande amigo,e grande conhecedor de todo o PNPG,o Rui Barbosa do Blogue Carris
Começamos a 700 metros de altitude,muito perto de Lordelo,debaixo de um intenso nevoeiro e com temperatura amena.
Seguimos o estradão florestal em direcção ao topo da Serra.Os primeiros 9 quilómetros são sempre a subir,passando por paisagens únicas e vistas fabulosas como todo o vale do Cabreiro,parte do vale do Vez,parte do vale de Mouro e parte do vale do Minho.
Atingimos o topo da Serra a 1.300 metros ,com 3,5 horas de caminhada e cerca de 9 quilómetros,muito próximo do marco geodésico de serra da Peneda.Aí podemos ver uma pequena construção,toda em pequenas pedras dispostas com a mestria que só as gentes serranas sabem fazer em devoção a São Brás e Santo António de Monte (padroeiro do gado).
Descemos então para o vale glaciar das nascentes do Vez e Cabreiro.O nevoeiro à muito tinha ficado para traz por isso tivemos a felicidade de ver um conjunto de marcações no topo dos picos serranos que, supomos nós,serviam para orientação do fojo do lobo,que parece estar em óptimo estado e conservação(será um dos objectivos na próxima visita).As nascentes estavam perto e decidimos fazer uma ligeira refeição regada pelas águas da nascente do Vez.
Era tempo de descer para as brandas em direcção à ultima,São Bento do Cando.
Mas a caminhada não se ficou pelo previsto,decidindo nós prolongar-la até Roussas.
No total percorremos cerca de 21 quilómetros.
Atenção, este trilho não está sinalizado,é relativamente fácil de andar ,mas levar sempre em atenção os cerca de 17 quilómetros que leva a percorrer até São Bento do Cando,no mínimo 6 a 7 horas de caminhada.
Uma atenção especial aos bancos de nevoeiro que se formam repentinamente!
O objectivo era simples,contemplar o Ramiscal do alto da serra,passar pelas várias brandas,fotografar as nascentes dos Rios Vez e Cabreiro,ver também o impacto que o recente incêndio de Travanca causou na Serra do Soajo.
Contei com a companhia de um grande amigo,e grande conhecedor de todo o PNPG,o Rui Barbosa do Blogue Carris
Começamos a 700 metros de altitude,muito perto de Lordelo,debaixo de um intenso nevoeiro e com temperatura amena.
Seguimos o estradão florestal em direcção ao topo da Serra.Os primeiros 9 quilómetros são sempre a subir,passando por paisagens únicas e vistas fabulosas como todo o vale do Cabreiro,parte do vale do Vez,parte do vale de Mouro e parte do vale do Minho.
Atingimos o topo da Serra a 1.300 metros ,com 3,5 horas de caminhada e cerca de 9 quilómetros,muito próximo do marco geodésico de serra da Peneda.Aí podemos ver uma pequena construção,toda em pequenas pedras dispostas com a mestria que só as gentes serranas sabem fazer em devoção a São Brás e Santo António de Monte (padroeiro do gado).
Descemos então para o vale glaciar das nascentes do Vez e Cabreiro.O nevoeiro à muito tinha ficado para traz por isso tivemos a felicidade de ver um conjunto de marcações no topo dos picos serranos que, supomos nós,serviam para orientação do fojo do lobo,que parece estar em óptimo estado e conservação(será um dos objectivos na próxima visita).As nascentes estavam perto e decidimos fazer uma ligeira refeição regada pelas águas da nascente do Vez.
Era tempo de descer para as brandas em direcção à ultima,São Bento do Cando.
Mas a caminhada não se ficou pelo previsto,decidindo nós prolongar-la até Roussas.
No total percorremos cerca de 21 quilómetros.
Atenção, este trilho não está sinalizado,é relativamente fácil de andar ,mas levar sempre em atenção os cerca de 17 quilómetros que leva a percorrer até São Bento do Cando,no mínimo 6 a 7 horas de caminhada.
Uma atenção especial aos bancos de nevoeiro que se formam repentinamente!
| RAMISCAL |
| no início da caminhada o nevoeiro era denso..... o nevoeiro situava-se abaixo dos 900 metros,pelo que acima dessa cota dava a sensação que estávamos no céu.... mais imagens brevemente..... |
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Romaria da Senhora D`agonia
A Romaria da Senhora da Agonia é sem duvida o expoente máximo da cultura etnofolclorica do Alto Minho,onde se preserva toda a essência de um povo que soube ao longo dos séculos manter intacto o legado que os seus antepassados deixaram,passando e permanecendo fiel de gerações em gerações.É sem duvida a Rainha das Romarias,onde os Vianenses mostram ao mundo toda a riqueza dos seus trajes,cultura e bem receber....
Como tocador de concertina não podia deixar de participar no cortejo,tal como tenho vindo a fazer todos os anos.
vídeo copiado
Como tocador de concertina não podia deixar de participar no cortejo,tal como tenho vindo a fazer todos os anos.
vídeo copiado
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Torneio Intrenacional de Pesca à Pluma
Uma iniciativa de grande valor para os aficionados deste tipo de pesca,organizada pelos Mosqueiros do Alva
Certamente que o que está aqui em causa não é perder ou ganhar,mas sim uma oportunidade para os amantes desta modalidade poderem interagir e praticar o seu desporto favorito em época já fechada.
Poderá consultar-se todo o regulamento aqui.
Uma palavra de apreço para a organização do evento.Não é fácil organizar uma prova com esta envergadura,pois a pesca desportiva à Pluma em Portugal ainda está muito aquém do que se faz por esse Mundo fora.Cá em Portugal, chega-se ao ponto de sermos chamados de "Elite,donos dos rios,fundamentalistas,hipócritas"e mais alguns nomes que não vale a pena aqui mencionar.O que os pescadores desportivos de trutas precisam é de união e não de politicas de discórdia,só juntos,e respeitando as opções racionais de cada um de nós,se consegue chegar ao equilíbrio,quer se pesque com morte ou não.
A pesca à pluma é hoje um dos desportos mais interessantes e difíceis de praticar,pois engloba uma conjuntura de vários factores,a começar logo pelo sentido apurado de observação,passando de seguida ás montagens,passando pelo material,todo ele bastante caro e difiçil de adquirir,para depois por em prática uma serie de técnicas onde as trutas selectivas são mais astutas que qualquer pescador experiente,por tudo isto a pesca à pluma fascina um grande numero de aficionados e é uma das grandes fontes de receita e turismo em países do sul da América.
©
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Será o Ramiscal poupado?
As recentes notícias dão conta de que uma das frentes o incêndio do Mezio se aproxima rapidamente do Ramiscal!
fonte; TSF, 18.30h dia 16-08-2010,"...teme-se que o incêndio de Travanca, Soajo, venha a atingir nas próximas horas o Ramiscal, jóia do Parque Nacional, e um dos últimos redutos de várias espécies protegidas." Segundo o Vereador da Protecção Civil dos Arcos de Valdevez"...uma frente enorme aproxima-se do Ramiscal."
Rogo a todos os Santos que tal não venha a acontecer,pois irá-se perder o que resta de um lugar Idílico e virgem,onde ainda se pode ver o que resta da floresta Mediterrânea à milhares de anos.
Quero crer que tudo será feito para preservar intacta esta Jóia,já de si bastante danificada com a vergonha do incêndio de 2006,onde se perdeu grande parte do património ecológico desta Zona De Protecção Total do PNPG......parece-me que desta vez existe mais sensibilidade,quando muito devido à pressão mediática, com várias vozes a fazer-se ouvir,umas com responsabilidades politicas,outras civis,simplesmente porque amam a natureza.....
fonte; TSF, 18.30h dia 16-08-2010,"...teme-se que o incêndio de Travanca, Soajo, venha a atingir nas próximas horas o Ramiscal, jóia do Parque Nacional, e um dos últimos redutos de várias espécies protegidas." Segundo o Vereador da Protecção Civil dos Arcos de Valdevez"...uma frente enorme aproxima-se do Ramiscal."
Rogo a todos os Santos que tal não venha a acontecer,pois irá-se perder o que resta de um lugar Idílico e virgem,onde ainda se pode ver o que resta da floresta Mediterrânea à milhares de anos.
Quero crer que tudo será feito para preservar intacta esta Jóia,já de si bastante danificada com a vergonha do incêndio de 2006,onde se perdeu grande parte do património ecológico desta Zona De Protecção Total do PNPG......parece-me que desta vez existe mais sensibilidade,quando muito devido à pressão mediática, com várias vozes a fazer-se ouvir,umas com responsabilidades politicas,outras civis,simplesmente porque amam a natureza.....
sábado, 14 de agosto de 2010
Mata do Ramiscal
"O valor das coisas não está no tempo que elas duram mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis." (Fernando Pessoa)
Uma maneira simples e cheia de sentido para agradecer ao Rui do Blogue carris pela companhia de mais uma das minhas subidas ao coração desta mata tão misteriosa,o Ramiscal.
Muito se tem escrito e dito,principalmente nestes últimos dias de violentos incêndios no Parque ,sobre esta "Joia"praticamente virgem,mas,na realidade,muitos poucos conhecem o terreno de que escrevem e falam.
Bem certo que a vegetação rasteira,como o giestal recuperou,mas o Carvalho Alvarinho e Negral(e estamos a falar de exemplares com várias centenas de anos)esses nunca mais serão visto pelas próximas gerações.
A fauna aquática, não recuperou,o Rio do Ramiscal,outrora carregado de trutas autóctones e geneticamente nativas,esta literalmente morto.Em todo o dificílimo percurso que fizemos não avistamos um único exemplar. O lugar que visitamos era também refugio de várias espécies de aves de rapina de grande porte,essas também não as avistamos,e as cobras muitos abundantes nestas gargantas escarpadas????nem uma!!!morreriam com o violento incêndio de 2006???
Enfim,regressei com a mesma tristeza dos últimos 4 anos,em que tenho vindo a seguir a evolução da fauna e flora deste lugar que tanto amo!
Em breve voltarei ao assunto....
Devido à intensidade de trabalho não tem sido possível actualizar o blogue,dias mais calmos virão com certeza!
Uma maneira simples e cheia de sentido para agradecer ao Rui do Blogue carris pela companhia de mais uma das minhas subidas ao coração desta mata tão misteriosa,o Ramiscal.
Muito se tem escrito e dito,principalmente nestes últimos dias de violentos incêndios no Parque ,sobre esta "Joia"praticamente virgem,mas,na realidade,muitos poucos conhecem o terreno de que escrevem e falam.
Bem certo que a vegetação rasteira,como o giestal recuperou,mas o Carvalho Alvarinho e Negral(e estamos a falar de exemplares com várias centenas de anos)esses nunca mais serão visto pelas próximas gerações.
A fauna aquática, não recuperou,o Rio do Ramiscal,outrora carregado de trutas autóctones e geneticamente nativas,esta literalmente morto.Em todo o dificílimo percurso que fizemos não avistamos um único exemplar. O lugar que visitamos era também refugio de várias espécies de aves de rapina de grande porte,essas também não as avistamos,e as cobras muitos abundantes nestas gargantas escarpadas????nem uma!!!morreriam com o violento incêndio de 2006???
Enfim,regressei com a mesma tristeza dos últimos 4 anos,em que tenho vindo a seguir a evolução da fauna e flora deste lugar que tanto amo!
Em breve voltarei ao assunto....
Devido à intensidade de trabalho não tem sido possível actualizar o blogue,dias mais calmos virão com certeza!
sábado, 7 de agosto de 2010
A " maldição" e o" feitiço" das trutas
Mas que raio de feitiço!!!!!!!
Tantas vezes prometo a mim mesmo ao fim de uma perigosa e arriscada incursão a um determinado troço que será o ultima......
Não vale a pena arriscar a nossa vida,nossa família,nossos amigos em busca de algo que só serve para o nosso prazer pessoal ......mas,estes lugares chama-nos a toda a hora,é como um feitiço, inquebrável, não podemos resistir.....deixando para traz tudo e todos,em busca de capturas e lugares paradisíacos....quantos de nós,pescadores de trutas,terão a vontade de explicar o que nos leva a fazer sacrifícios impensáveis para visitar um determinado Rio ou troço de um outro???? mas se tentasse-mos explicar,diriam,com certeza,que estava-mos loucos e aconselhavam-nos tratamento psiquiátrico.....mas nós,amantes da pesca ás trutas vivemos no nosso mundo,incrivelmente fascinante, vemos e amamos a natureza como ninguém e a recompensa da natureza é indiscritivel.....durante e depois de uma jornada de pesca o nosso espírito regenera......a paz de alma......a calmaria espiritual....a sensibilidade......a reflexão.....pensar como somos tão hipócritas e insensíveis aos problemas do mundo actual.....o sentir a nossa própria respiração....a adrenalina da abordagem a uma garganta mais complicada de transpor....
Mas que raio de feitiço!!!!!!
Porquê ter que levantar ás 5 da manhã quando se trabalhou até à uma,e até se está de folga nesse dia....quem foi que fez tamanho feitiço???? ainda por cima sem cura????porquê passar longas horas sem comer,longas horas debaixo de um Sol abrasador ou muitas vezes neve,gelo e ventos glaciares,a troco de quê???simplesmente o prazer da pesca das Trutas e de desfrutar paisagens de rara beleza......
Mas que raio de feitiço!!!!!
Porquê,e para quê fazer um troço de Rio de alta montanha perigosíssimo,sozinho?????ainda por cima,sabendo de ante mão,que não existe rede de telemóvel.....e logo eu,que já não tenho 20 anos,nem 65 quilos como à 10 anos atrás.....o que me leva a correr ricos desnecessários???? ......não há volta a dar,está-me no sangue!!!!!as recompensas são enormes,a começar pela paz espiritual,que nestes dias agitados em que vivemos,onde a sociedade economicista governa a nossa mente e espírito.....o conhecimento, e muitas vezes a interligação com gentes Serranas,o ar puro,o conhecimento de culturas ancestrais Serranas,muitas delas com um riquíssimo património etnofolclórico......
©
Tantas vezes prometo a mim mesmo ao fim de uma perigosa e arriscada incursão a um determinado troço que será o ultima......
Não vale a pena arriscar a nossa vida,nossa família,nossos amigos em busca de algo que só serve para o nosso prazer pessoal ......mas,estes lugares chama-nos a toda a hora,é como um feitiço, inquebrável, não podemos resistir.....deixando para traz tudo e todos,em busca de capturas e lugares paradisíacos....quantos de nós,pescadores de trutas,terão a vontade de explicar o que nos leva a fazer sacrifícios impensáveis para visitar um determinado Rio ou troço de um outro???? mas se tentasse-mos explicar,diriam,com certeza,que estava-mos loucos e aconselhavam-nos tratamento psiquiátrico.....mas nós,amantes da pesca ás trutas vivemos no nosso mundo,incrivelmente fascinante, vemos e amamos a natureza como ninguém e a recompensa da natureza é indiscritivel.....durante e depois de uma jornada de pesca o nosso espírito regenera......a paz de alma......a calmaria espiritual....a sensibilidade......a reflexão.....pensar como somos tão hipócritas e insensíveis aos problemas do mundo actual.....o sentir a nossa própria respiração....a adrenalina da abordagem a uma garganta mais complicada de transpor....
Mas que raio de feitiço!!!!!!
Porquê ter que levantar ás 5 da manhã quando se trabalhou até à uma,e até se está de folga nesse dia....quem foi que fez tamanho feitiço???? ainda por cima sem cura????porquê passar longas horas sem comer,longas horas debaixo de um Sol abrasador ou muitas vezes neve,gelo e ventos glaciares,a troco de quê???simplesmente o prazer da pesca das Trutas e de desfrutar paisagens de rara beleza......
Mas que raio de feitiço!!!!!
Porquê,e para quê fazer um troço de Rio de alta montanha perigosíssimo,sozinho?????ainda por cima,sabendo de ante mão,que não existe rede de telemóvel.....e logo eu,que já não tenho 20 anos,nem 65 quilos como à 10 anos atrás.....o que me leva a correr ricos desnecessários???? ......não há volta a dar,está-me no sangue!!!!!as recompensas são enormes,a começar pela paz espiritual,que nestes dias agitados em que vivemos,onde a sociedade economicista governa a nossa mente e espírito.....o conhecimento, e muitas vezes a interligação com gentes Serranas,o ar puro,o conhecimento de culturas ancestrais Serranas,muitas delas com um riquíssimo património etnofolclórico......
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quinta-feira, 5 de agosto de 2010
O contraste!
Um inverno rigoroso,contrasta com um Verão muito seco!
Temo que muitas Ribeiras mais pequenas venham a secar nos próximos dias,se o tempo seco continuar.Muitas delas albergam boa densidade de trutas,que por falta de águas,se aglomeram nos pequenos charcos,ficando à mercê daqueles,que não as podendo e sabendo pescar à cana,as cercam e capturam à mão.
Persiste ainda,infelizmente,um habito que vem das décadas de 70,80 de Século passado,que consiste em pleno Verão irem apanhar umas trutas lá no Rio da terra.A maior parte dessas pessoas estão de férias e fazem-no para matar saudades do tempo em habitavam o ano todo lá.Para tal praticam várias técnicas,que vão desde o cerco,à lixívia,ao Timbó(erva,natural,que depois de ralada é altamente tóxica) às bombas dos tradicionais foguetes ou armadilhas montadas durante a noite se houver suspeita de algum exemplar grande.Tive oportunidade,por várias vezes,de presenciar estes actos em Rios e lugares,que não vou revelar o nome,por respeito aos habitantes destas aldeias,alguns destes relatos tem já vários anos e no tempo em que a fiscalização era ainda mais deficiente de que agora.Presenciei,à 4,5 anos,por esta altura,um Pai com o seu Filhote de 15,16 anos a subir Rio acima com moto 4x4, e este Rio é um dos mais importantes Rios Truteiros em Portugal,tentei chamar à atenção para a ilegalidade,mas de nada serviu!!!À semanas atrás,ainda em plena época aberta,presenciei outra cena caricata!!!Estava eu a pescar à pluma num determinado Rio,ao fim do dia,quando me apercebo de uma embarcação em borracha e de consideráveis dimensões,com uma família de Emigrantes com crianças abordo.Como eu estava mais ou menos no centro do Rio,sempre pensei ,que apesar da ilegalidade,a família respeitaria o pescador e voltaria para traz.Puro engano!!!!Vieram mesmo ao meu encontro.Chamei à atenção para a ilegalidade,mas o progenitor reagiu mal ,obrigando-me a a abandonar o Rio.Ponderei chamar as autoridades,mas as 2 crianças não tinham que passar por uma situação de stress com uma eventual abordagem de uma autoridade,pelo que ponderei por respeito a esse facto.Fotografei a cena,mas como é óbvio não vou revelar em publico para não por em causa a identidade da família.
Este é o Carnaval do Verão.......
Temo que muitas Ribeiras mais pequenas venham a secar nos próximos dias,se o tempo seco continuar.Muitas delas albergam boa densidade de trutas,que por falta de águas,se aglomeram nos pequenos charcos,ficando à mercê daqueles,que não as podendo e sabendo pescar à cana,as cercam e capturam à mão.
Persiste ainda,infelizmente,um habito que vem das décadas de 70,80 de Século passado,que consiste em pleno Verão irem apanhar umas trutas lá no Rio da terra.A maior parte dessas pessoas estão de férias e fazem-no para matar saudades do tempo em habitavam o ano todo lá.Para tal praticam várias técnicas,que vão desde o cerco,à lixívia,ao Timbó(erva,natural,que depois de ralada é altamente tóxica) às bombas dos tradicionais foguetes ou armadilhas montadas durante a noite se houver suspeita de algum exemplar grande.Tive oportunidade,por várias vezes,de presenciar estes actos em Rios e lugares,que não vou revelar o nome,por respeito aos habitantes destas aldeias,alguns destes relatos tem já vários anos e no tempo em que a fiscalização era ainda mais deficiente de que agora.Presenciei,à 4,5 anos,por esta altura,um Pai com o seu Filhote de 15,16 anos a subir Rio acima com moto 4x4, e este Rio é um dos mais importantes Rios Truteiros em Portugal,tentei chamar à atenção para a ilegalidade,mas de nada serviu!!!À semanas atrás,ainda em plena época aberta,presenciei outra cena caricata!!!Estava eu a pescar à pluma num determinado Rio,ao fim do dia,quando me apercebo de uma embarcação em borracha e de consideráveis dimensões,com uma família de Emigrantes com crianças abordo.Como eu estava mais ou menos no centro do Rio,sempre pensei ,que apesar da ilegalidade,a família respeitaria o pescador e voltaria para traz.Puro engano!!!!Vieram mesmo ao meu encontro.Chamei à atenção para a ilegalidade,mas o progenitor reagiu mal ,obrigando-me a a abandonar o Rio.Ponderei chamar as autoridades,mas as 2 crianças não tinham que passar por uma situação de stress com uma eventual abordagem de uma autoridade,pelo que ponderei por respeito a esse facto.Fotografei a cena,mas como é óbvio não vou revelar em publico para não por em causa a identidade da família.
Este é o Carnaval do Verão.......
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Uma das muitas suspeitas......
A água do Rio Coura, na Praia do Taboão, está interdita a banhos mas a autarquia local e a organização do Festival de Paredes de Coura esperam que o rio fique limpo antes de começar o festival.
“Vão ser feitas novas análises e temos quase a certeza de que os resultados serão outros”, disse hoje João Carvalho, responsável pela organização do Festival de Paredes de Coura.
Há três dias que mais de uma dezena de funcionários da câmara de Paredes de Coura limpam as margens e o caudal do Rio Coura para tornar a água ‘potável’.
O festival, que reúne milhares de pessoas na Praia Fluvial do Taboão, nas margens do Rio Coura, começa no dia 29 de Julho e termina no primeiro dia de Agosto.
A menos de uma semana do evento, as análises efectuadas pela delegação de saúde local apresentam valores que interditam os banhos no rio.
“Não foi nenhuma descarga ilegal. O mais provável é que a chuva tenha provocado o deslize de terras agrícolas, com produtos químicos e que esses adubos tenham contaminado o rio”, disse fonte camarária.
Sexta-feira, a pedido da câmara de Paredes de Coura, serão feitas novas análises à água na Praia do Taboão.
“Depois da limpeza que está a ser feita e que implicou a abertura das tolas para que a água circulasse melhor e o recurso a um barco para limpar o leito, de certeza que o resultado das análises já será outro”, salientou João Carvalho.
Esta não é a primeira vez que análises feitas ao Rio Coura indicam valores acima dos valores máximos recomendados.
No dia 16 de Julho de 2009, uma recolha de água feita por indicação da Direcção de Serviços de Águas Interiores, organismo supervisionado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), concluiu que a qualidade da água era “má”.
“Os níveis de Coliformes Totais, Escherichia Coli, Salmonelas, Esterococos Intestinais superam em grande medida os valores máximos recomendados”, referia o relatório da análise.
António Pereira Júnior, o presidente da câmara local, acredita que “em 24 horas, o rio regenera”.
“Não temos nenhuma medida prevista para interditar a praia e o rio aos participantes no festival porque acreditamos que, até ao dia 29, a água volta a ficar com boa qualidade”, finalizou João Carvalho.
Texto copiado e da autoria de: http://www.ionline.pt/conteudo/14816-praia-fluvial-onde-decorre-festival-paredes-coura-esta-interdita-bancos
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Crime premeditado?......ou obra do acaso?
Estes últimos dias são de uma enorme tristeza para os amantes da pesca de trutas,pois um dos mais importantes Rios truteiros da Alto Minho sofreu um verdadeiro desastre ambiental.Foi de tal forma tóxico que Varreu todo o já fragil ecossistema da fauna do Coura.E é sempre de recordar que este Rio esteve praticamente morto por via das intensivas explorações das minas de volfrâmio situadas em Covas e Vilar de Mouros,hoje inactivas,onde os produtos químicos resultantes das lavarias escorriam para o Rio arrastando atrás uma enorme mortandade de peixes.
Os sucessivos festivais de Verão são muito mais importantes que os pobres dos peixes indefesos,onde os interesses,o poder económico e uma classe politica só interessada em ter uma multidão de jovens por 3 ou 4 dias nas suas terras,talvez com o objectivo de levar o nome das suas terras a ser conhecido em todo o Portugal e passar a contar nos roteiros Europeus dos grandes festivais de Verão.
Comenta-se à boca cheia que foi excesso de cloro nas águas,para garantir aos "festivaleiros"águas livres de salmonelas para os seus banhos,em prol da chacina por asfiqueçia de todos os peixes a jusante do dito festival.Uma possível descarga da ETAR de Paredes de Coura também não está descartada.
Foi de tal forma forte que até as enguias,muito mais resistentes que o resto dos peixes, morreram.
Ainda não há resultados das analises,mas temo que eles não passarão para A opinião publica.
Muitas vezes pune-se severamente um simples pescador de linha e estes desastres cometidos,quase sempre por uma Entidade Estatal e Colectiva,ficam mais uma vez impunes.
Penso contudo que se deveria apresentar queixa contra terceiros nos Tribunais,para que desastres como este não voltem a acontecer.
Tive conhecimento logo após os primeiros peixes aparecerem mortos,mas o trabalho intensivo nesta época do ano não deixa margens para ausências,mas também se lá fosse ficaria extremamente revoltado e triste por ver aquela mortandade toda e a agonia de muitos peixes moribundos.
Está um excelente artigo num blogue de um habitante local com fotografias.
Aconselho a todos a passassem por lá e reflectir sobre o perigo que é também para a saúde publica este desastre ambiental,onde uma fotografia de duas crianças seguram uma bela truta morta......
clicar para ver
aqui
Os sucessivos festivais de Verão são muito mais importantes que os pobres dos peixes indefesos,onde os interesses,o poder económico e uma classe politica só interessada em ter uma multidão de jovens por 3 ou 4 dias nas suas terras,talvez com o objectivo de levar o nome das suas terras a ser conhecido em todo o Portugal e passar a contar nos roteiros Europeus dos grandes festivais de Verão.
Comenta-se à boca cheia que foi excesso de cloro nas águas,para garantir aos "festivaleiros"águas livres de salmonelas para os seus banhos,em prol da chacina por asfiqueçia de todos os peixes a jusante do dito festival.Uma possível descarga da ETAR de Paredes de Coura também não está descartada.
Foi de tal forma forte que até as enguias,muito mais resistentes que o resto dos peixes, morreram.
Ainda não há resultados das analises,mas temo que eles não passarão para A opinião publica.
Muitas vezes pune-se severamente um simples pescador de linha e estes desastres cometidos,quase sempre por uma Entidade Estatal e Colectiva,ficam mais uma vez impunes.
Penso contudo que se deveria apresentar queixa contra terceiros nos Tribunais,para que desastres como este não voltem a acontecer.
Tive conhecimento logo após os primeiros peixes aparecerem mortos,mas o trabalho intensivo nesta época do ano não deixa margens para ausências,mas também se lá fosse ficaria extremamente revoltado e triste por ver aquela mortandade toda e a agonia de muitos peixes moribundos.
Está um excelente artigo num blogue de um habitante local com fotografias.
Aconselho a todos a passassem por lá e reflectir sobre o perigo que é também para a saúde publica este desastre ambiental,onde uma fotografia de duas crianças seguram uma bela truta morta......
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sexta-feira, 30 de julho de 2010
Final de temporada
Tal como o começo,no dia 1 de Março,o final foi excelente!
Quinta Feira foi o dia marcado para fazer o fecho.
Fazer o fecho de uma época provoca tanta ansiedade como a abertura,mas com uma outra vertente,a nostalgia dos momentos,aventuras,riscos,por vezes desnecessários,passados por esses rios e ribeiras.
Foi com a ideia de correr mais uma vez um enorme risco,fazer um troço só possível uma vez no ano devido ao caudal do rio baixar drasticamente nesta época.Este é um troço de rio inserido em alta montanha algures no Alto Minho,muito difícil e perigoso de percorrer,mas a adrenalina está-me no sangue e não há volta a dar.Pesquei 7 horas ininterruptas sempre de baixo de um Sol abrasador,chegando ao ponto de ter que mergulhar várias vezes nas águas geladas do rio para hidratar o corpo.É um troço de rio daqueles que não dá retorno,pois há que subir as sucessivas fragas e como é sabido de todos os pescadores destes lugares que subir é muito mais fácil que descer,tendo que o regresso ser feito através de um trilho de passagem de cabras serra fora.
São lugares inóspitos cheios de perigos mas a paisagem e as trutas são de uma beleza incrível.......
um troféu no ultimo dia.....
Quinta Feira foi o dia marcado para fazer o fecho.
Fazer o fecho de uma época provoca tanta ansiedade como a abertura,mas com uma outra vertente,a nostalgia dos momentos,aventuras,riscos,por vezes desnecessários,passados por esses rios e ribeiras.
Foi com a ideia de correr mais uma vez um enorme risco,fazer um troço só possível uma vez no ano devido ao caudal do rio baixar drasticamente nesta época.Este é um troço de rio inserido em alta montanha algures no Alto Minho,muito difícil e perigoso de percorrer,mas a adrenalina está-me no sangue e não há volta a dar.Pesquei 7 horas ininterruptas sempre de baixo de um Sol abrasador,chegando ao ponto de ter que mergulhar várias vezes nas águas geladas do rio para hidratar o corpo.É um troço de rio daqueles que não dá retorno,pois há que subir as sucessivas fragas e como é sabido de todos os pescadores destes lugares que subir é muito mais fácil que descer,tendo que o regresso ser feito através de um trilho de passagem de cabras serra fora.
São lugares inóspitos cheios de perigos mas a paisagem e as trutas são de uma beleza incrível.......
um troféu no ultimo dia.....
domingo, 25 de julho de 2010
A Ponte do Diabo
Muitas lendas e crenças recaem sobre esta ponte,com uma arquitectura singular,mesmo Diabólica,como muitos historiadores relatam-a Ponte da Misarela -sobre o Rio Rabagão.
O baixo Rabagão,outrora famoso Rio Truteiro,sofreu as consequências da construção das 2 barragens,Venda Nova e Pisões que destruíram,com os muitos produtos químicos descarregados nas águas do seu fragil ecossistema,grande parte das famosas trutas que nele habitavam.Visitei este Rio há uns 20 anos,levado por um velho Mestre Cozinheiro de Frades, Ruivães com quem trabalhei e apreendi muito,que me dizia que em tempos,muito antes da construção das barragens,o Cabril e o Rabagão eram os melhores Rios truteiros da região.Recordo essa visita pelo mês de Maio,e comecei precisamente junto à ponte da Misarela para montante.Não tirei nenhum exemplar nem tão pouco os avistei.
Nesta recente visita ao alto Cavado,quis novamente comprovar aquilo que há anos tinha verificado.Com os caudais reduzidos era mais fácil verificar se as trutas existiam ou não.
Não,não estão extintas neste troço,num percurso de 200 metros vi apenas uma pequena truta,prenuncio de que elas continuam a sobreviver no Rabagão nesta zona,embora escassas.
O baixo Rabagão,outrora famoso Rio Truteiro,sofreu as consequências da construção das 2 barragens,Venda Nova e Pisões que destruíram,com os muitos produtos químicos descarregados nas águas do seu fragil ecossistema,grande parte das famosas trutas que nele habitavam.Visitei este Rio há uns 20 anos,levado por um velho Mestre Cozinheiro de Frades, Ruivães com quem trabalhei e apreendi muito,que me dizia que em tempos,muito antes da construção das barragens,o Cabril e o Rabagão eram os melhores Rios truteiros da região.Recordo essa visita pelo mês de Maio,e comecei precisamente junto à ponte da Misarela para montante.Não tirei nenhum exemplar nem tão pouco os avistei.
Nesta recente visita ao alto Cavado,quis novamente comprovar aquilo que há anos tinha verificado.Com os caudais reduzidos era mais fácil verificar se as trutas existiam ou não.
Não,não estão extintas neste troço,num percurso de 200 metros vi apenas uma pequena truta,prenuncio de que elas continuam a sobreviver no Rabagão nesta zona,embora escassas.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Fragas e poços do Alto Cavado
Quinta feira,22 de Julho.
Com a época praticamente no fim,decidi fazer uma ultima visita ao alto Cavado,na zona de Ferral/Covelo do Geres/Penedas.
Este foi o Rio que mais me surpreendeu com os seus belos exemplares com tamanhos muito acima do que é normal em rios de alta montanha.
Havia uma zona que eu andava para visitar a alguns anos,mas nunca tinha conseguido,por ser uma zona extremamente perigosa,com fragas e gargantas impressionantes,cheias de lodo e com poços abismais.
Com o tempo seco,e com a companhia do irmão Paulo,também ele amante da pesca às trutas,embora não tenha ido muitas vezes,lá fizemos a abordagem aos ditos poços.São formações rochosas incríveis,com um aspecto de um outro planeta,polidas pela erosão e passagem das turbulentas águas do Cavado.As trutas, nestes lugares inacessíveis quase todo o ano,são de bom tamanho.Avistámos várias a rondar o Kilo,mas estávamos a pescar de cima para baixo e elas facilmente nos detectavam,mesmo assim conseguimos pelo menos 4 a rondar as 500g.
Coisa que me deixou perplexo,foi ter visto em e dois grandes poços muito fundos,aparentemente inacessíveis e com um banco de areia a descoberto no seu meio,peugadas frescas,como foram lá parar?????verifiquei também que afinal estes lugares extremamente perigosos estão muito batidos,pois em vários sítios encontrei vestígios recentes de linhas partidas,deduzo que sejam gentes locais,grandes conhecedores do terreno que pisam e muito jovens.
Foi num destes poços,o mais acessível,que eu tive a felicidade de filmar e fotografar 2 grandes exemplares na desova ver aqui
este poço terá possivelmente 3 a 4 metros de profundidade,uma extensão mais de 50 metros, é intransponível e impossível percorrer as suas perigosas margens,mas no banco de areia que se vê na foto,que fica ladeado de águas profundas,existiam peugadas,como foram lá parar????leva-me a supor que quem lá esteve alcançou a nado o banco de areia com o intuito de chegar à boca do poço,mas,mesmo assim era impossível lá chegar,pois este local está no primeiro terço do poço....... reparem nas árvores de considerável porte que se avistam na boca do poço,só para terem uma ideia da sua grandeza.....
Vimos várias trutas e quilo neste local
belas trutas com aproximadamente 500g.......
Com a época praticamente no fim,decidi fazer uma ultima visita ao alto Cavado,na zona de Ferral/Covelo do Geres/Penedas.
Este foi o Rio que mais me surpreendeu com os seus belos exemplares com tamanhos muito acima do que é normal em rios de alta montanha.
Havia uma zona que eu andava para visitar a alguns anos,mas nunca tinha conseguido,por ser uma zona extremamente perigosa,com fragas e gargantas impressionantes,cheias de lodo e com poços abismais.
Com o tempo seco,e com a companhia do irmão Paulo,também ele amante da pesca às trutas,embora não tenha ido muitas vezes,lá fizemos a abordagem aos ditos poços.São formações rochosas incríveis,com um aspecto de um outro planeta,polidas pela erosão e passagem das turbulentas águas do Cavado.As trutas, nestes lugares inacessíveis quase todo o ano,são de bom tamanho.Avistámos várias a rondar o Kilo,mas estávamos a pescar de cima para baixo e elas facilmente nos detectavam,mesmo assim conseguimos pelo menos 4 a rondar as 500g.
Coisa que me deixou perplexo,foi ter visto em e dois grandes poços muito fundos,aparentemente inacessíveis e com um banco de areia a descoberto no seu meio,peugadas frescas,como foram lá parar?????verifiquei também que afinal estes lugares extremamente perigosos estão muito batidos,pois em vários sítios encontrei vestígios recentes de linhas partidas,deduzo que sejam gentes locais,grandes conhecedores do terreno que pisam e muito jovens.
Foi num destes poços,o mais acessível,que eu tive a felicidade de filmar e fotografar 2 grandes exemplares na desova ver aqui
este poço terá possivelmente 3 a 4 metros de profundidade,uma extensão mais de 50 metros, é intransponível e impossível percorrer as suas perigosas margens,mas no banco de areia que se vê na foto,que fica ladeado de águas profundas,existiam peugadas,como foram lá parar????leva-me a supor que quem lá esteve alcançou a nado o banco de areia com o intuito de chegar à boca do poço,mas,mesmo assim era impossível lá chegar,pois este local está no primeiro terço do poço....... reparem nas árvores de considerável porte que se avistam na boca do poço,só para terem uma ideia da sua grandeza.....
Vimos várias trutas e quilo neste local
belas trutas com aproximadamente 500g.......
sábado, 17 de julho de 2010
O regresso
Depois de um interregno de 15 dias sem pegar na cana,chegou hoje o dia de poisar umas secas no Neiva.
As expectativas de alguma captura não eram nenhumas,pois os pesqueiros no Neiva por esta altura do ano estão sempre apinhados de banhistas.As trutas estão muito assustadas e renitentes a tanta confusão na água,pelo que uma ou duas capturas seria uma lotaria.Cheguei já tarde 8.30,tive ainda que organizar o serviço do dia.,e já se encontravam 2 jovens a fazer fotografia,mesmo no local que eu tinha pensado visitar,mesmo assim ,e com um caudal bastante reduzido,lá comecei.Havia alguma actividade nas poucas correntes e pensei logo que com um pouco de sorte iria fazer uma ou 2 capturas.Não demorou muito a uma boa truta picar,mas a ânsia de a trazer logo à mão levou a que o terminal rompesse,aliás tenho perdido muitas trutas por os terminais 0.10mm da Platil terem rebentado com facilidade,talvez esta linha que estou a usar tenha perdido já as suas qualidades devido à exposição solar,vou começar a usar a Frog Hair.(era muito importante o comentário e a opinião de quem usa este tipo de material,pois só assim apreendemos uns com os outros).Animado com este bom sinal lá continuei a tentar,e os falsos ataques não paravam,eram escalos,tendo capturado alguns 5 ou 6,a primeira truta surgiu pouco depois,era uma bonita fário.Os recursos deste local estavam já esgotados e decidi fazer outro pequeno açude,onde vi logo à chegada uma boa truta a mosquear,ponho-lhe a mosca à frente e ferra logo dando um salto fora da água,esta sim uns 22 cm,muito bonita.Estava feito o Dia,mais uma vez o Neiva cumpriu com 2 boas trutas ....
As expectativas de alguma captura não eram nenhumas,pois os pesqueiros no Neiva por esta altura do ano estão sempre apinhados de banhistas.As trutas estão muito assustadas e renitentes a tanta confusão na água,pelo que uma ou duas capturas seria uma lotaria.Cheguei já tarde 8.30,tive ainda que organizar o serviço do dia.,e já se encontravam 2 jovens a fazer fotografia,mesmo no local que eu tinha pensado visitar,mesmo assim ,e com um caudal bastante reduzido,lá comecei.Havia alguma actividade nas poucas correntes e pensei logo que com um pouco de sorte iria fazer uma ou 2 capturas.Não demorou muito a uma boa truta picar,mas a ânsia de a trazer logo à mão levou a que o terminal rompesse,aliás tenho perdido muitas trutas por os terminais 0.10mm da Platil terem rebentado com facilidade,talvez esta linha que estou a usar tenha perdido já as suas qualidades devido à exposição solar,vou começar a usar a Frog Hair.(era muito importante o comentário e a opinião de quem usa este tipo de material,pois só assim apreendemos uns com os outros).Animado com este bom sinal lá continuei a tentar,e os falsos ataques não paravam,eram escalos,tendo capturado alguns 5 ou 6,a primeira truta surgiu pouco depois,era uma bonita fário.Os recursos deste local estavam já esgotados e decidi fazer outro pequeno açude,onde vi logo à chegada uma boa truta a mosquear,ponho-lhe a mosca à frente e ferra logo dando um salto fora da água,esta sim uns 22 cm,muito bonita.Estava feito o Dia,mais uma vez o Neiva cumpriu com 2 boas trutas ....
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Balanço da época 2010
Com o aproximar do fecho da época ficaram por visitar alguns rios velhos conhecidos como por exemplo,o Toco,o Gadanha,o Castro Laboreiro,o Pomba,o Rio da Peneda,o Rio do São Bento......
Em contra partida este ano tive oportunidade de conhecer alguns dos mais famosos Rios do centro do Pais como o Alfusqueiro ou o Teixeira.
Foi uma época de boas capturas e bom tamanho.Não andarei muito longe se afirmar que foi uma das melhores desde que pesco trutas e são mais de 25 anos.
Alguns Rios surpreenderam-me mesmo pela positiva como o Alto Cavado,pela negativa o Beça e o Ancora foram uma desilusão.O meu querido Neiva cumpriu sempre com os mínimos,oferecendo-me umas 4 ou 5 Trutas de Kilo,contudo,parece-me que este Famoso Rio está em decadência,é cada vez mais notória a poluição,tanto industrial como domestica,o que tem levado a uma redução significativa das populações de Trutas neste curso de água.
A procura desenfreada de capturas com morte e sem medida legal está a degradar todo o património Truteiro existente nos nossos rios,chegando-se ao ponto de nem sequer se respeitar as Zonas de Pesca Reservada,como aconteceu comigo no lote 8 de Rio Vez,onde encontrei 2 indivíduos,sem licença de lote,com 12 trutas,todas sem medida legal ,questionados o porque de estarem a pescar numa zona proibida, regiram mal e obrigaram-me a ter que me defender,no final da contenda lá seguiram Serra fora sem que as autoridades conseguissem identifica-los,não eram gentes locais,pois esses zelam mais pelo que eles consideram deles que os forasteiros.No lote 3 ,que é destinado apenas aos amantes da pluma,e sem morte,é o mais violado de todos,aparecendo nas suas margens todo o tipo de material,menos material de pluma,enfim a maioria dos pescadores não estão preparados mental e civicamente para este desporto,vendo a pesca de trutas como um produto culinário e afirmação pessoal.
Aconselho vivamente a que se pesquise o que se faz,já à longos anos,na Irlanda,Inglaterra,Canadá,Argentina,Chile,França e mais recentemente Espanha,onde este desporto é praticado sob apertadas regras e gera importantes receitas.Não,não estou a defender a pesca sem morte,até porque todos esses Países permitem capturas com morte,mas todas elas são controladas pelos concessionários dos coutos,o que eu defendo é um controle efectivo de quem gere os lotes das concessões,que não tem que ser forçosamente uma autoridade a fiscalizar,os próprios sócios das associações,a quem estão entregues as concessões,poderão zelar e fiscalizar quem entra e quem sai do lote e registar as capturas para futuros estudos da evolução de repovoamentos feitos.
Enquanto não tivermos uma fiscalização total de todas as concessões,vai continuar o desrespeito pelas regras e a anarquia continuará a reinar ....
Em contra partida este ano tive oportunidade de conhecer alguns dos mais famosos Rios do centro do Pais como o Alfusqueiro ou o Teixeira.
Foi uma época de boas capturas e bom tamanho.Não andarei muito longe se afirmar que foi uma das melhores desde que pesco trutas e são mais de 25 anos.
Alguns Rios surpreenderam-me mesmo pela positiva como o Alto Cavado,pela negativa o Beça e o Ancora foram uma desilusão.O meu querido Neiva cumpriu sempre com os mínimos,oferecendo-me umas 4 ou 5 Trutas de Kilo,contudo,parece-me que este Famoso Rio está em decadência,é cada vez mais notória a poluição,tanto industrial como domestica,o que tem levado a uma redução significativa das populações de Trutas neste curso de água.
A procura desenfreada de capturas com morte e sem medida legal está a degradar todo o património Truteiro existente nos nossos rios,chegando-se ao ponto de nem sequer se respeitar as Zonas de Pesca Reservada,como aconteceu comigo no lote 8 de Rio Vez,onde encontrei 2 indivíduos,sem licença de lote,com 12 trutas,todas sem medida legal ,questionados o porque de estarem a pescar numa zona proibida, regiram mal e obrigaram-me a ter que me defender,no final da contenda lá seguiram Serra fora sem que as autoridades conseguissem identifica-los,não eram gentes locais,pois esses zelam mais pelo que eles consideram deles que os forasteiros.No lote 3 ,que é destinado apenas aos amantes da pluma,e sem morte,é o mais violado de todos,aparecendo nas suas margens todo o tipo de material,menos material de pluma,enfim a maioria dos pescadores não estão preparados mental e civicamente para este desporto,vendo a pesca de trutas como um produto culinário e afirmação pessoal.
Aconselho vivamente a que se pesquise o que se faz,já à longos anos,na Irlanda,Inglaterra,Canadá,Argentina,Chile,França e mais recentemente Espanha,onde este desporto é praticado sob apertadas regras e gera importantes receitas.Não,não estou a defender a pesca sem morte,até porque todos esses Países permitem capturas com morte,mas todas elas são controladas pelos concessionários dos coutos,o que eu defendo é um controle efectivo de quem gere os lotes das concessões,que não tem que ser forçosamente uma autoridade a fiscalizar,os próprios sócios das associações,a quem estão entregues as concessões,poderão zelar e fiscalizar quem entra e quem sai do lote e registar as capturas para futuros estudos da evolução de repovoamentos feitos.
Enquanto não tivermos uma fiscalização total de todas as concessões,vai continuar o desrespeito pelas regras e a anarquia continuará a reinar ....
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