terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

River Anner

Não é por acaso,que  sempre que vamos à Irlanda,este pequeno rio nos desperta curiosidade até pelo facto dele ser muito bem gerido por um clube mas por  outro lado também porque detém uma boa população de Trutas.

 Não é fácil um estrangeiro conseguir ser membro dum tão restrito clube,onde as regras estão bem definidas e bastante restritas, pois apenas lá podem  pescar os sócios,na vertente da pluma,e todos os seus membros tem a responsabilidade de fiscalizar o rio

         
Este rio para nós já não era  novidade pois já em 2012  nos tinha-mos tornado Sócios para la pescar.
Acontece que nesse ano não tivemos sorte com o dia escolhido, pois uma situação de Cheias levou a que praticamente nem conseguisse-mos pescar  porque o rio andava los cima dos campos.


Este ano tivemos cuidado em escolher o dia,analisamos a metrologia e escolhemos o dia  ideal para por à prova a fama que este rio detém.

Depois de ter-mos ido à casa do Presidente( um Velho senhor bastante acima dos 80 anos mas duma simpatia e lucidez invejável) pagar as cotas de 2013,lá romanos ao Rio com  a moral em  alta porque mais uma  vez os conselhos daqueles que conhecem bem o rio eram fonte de inspiração e as informações do velho senhor eram de que o rio estava muito bom para se pescar.

O rio não é muito largo e é pouco profundo, onde a cadencia das correntes são lentas mas constantes,  inserido num entorno paisagístico lindíssimo, rodeado de campos cheios de gado,como pano de fundo uma cadeia montanhosa que por sua vez dá origem ao rio.

Começamos a jornada como sempre por volta das 13 h.



O Soares seguiu para montante e eu fiquei logo no inicio da concessão junto à ponte onde ficara a carro.

A primeira hora foi desastre e uma desilusão.Provavelmente a ansiedade tivesse tomado conta de mim.Tentei de tudo mas nem  toque quer nas ninfas quer nas secas.

Entretanto recebo hum telefonema do Soares! Estava a divertir-se em grande, com Trutas a subir à seca!
Lá foi ao seu encontro.
Estava uns 200m a montante, concentrado nas trutas e eu apenas me limitei a apreciar e a desfrutar de como ele pescava bem.
Assim passei largos minutos sem que ele desse conta da minha presença.
Por fim lá se apercebeu que eu lá estava e então começamos os dois lado a lado.
E aí foi mais uma tarde memorável, com as trutas a entrarem bem,mas não tão fáceis como no dia anterior, estavam bem mais selectivas.






































Não se julgue que estes rios estão desertos de pescadores,até porque,mais uma vez,tivemos a companhia de dois jovens pescadores.Respeitaram-nos ao começar umas centenas de metros para montante, mas  o seus olhares desconfiados deixaram-nos um pouco apreensivos.

A surpresa aconteceu quando chegamos ao carro!Estávamos a desmontar o equipamento quando demos conta de que tínhamos um vidro lateral estilhaçado por uma pedra .....

Claro está que esta desagradável situação não passou em claro.Uma denuncia na Policia local bastou para desencadear um processo de averiguações.
Não será por este episódio que deixaremos de pescar novamente este rio numa futura visita à Irlanda,até porque cremos crer que isto não terá a ver com os sócios do Club,pois já em 2012 tínhamos presenciado uma acesa discussão entre pescadores e donos dos terrenos onde passam os rios.                                    

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Minas dos Carris em Livro

Deduzo que a maior parte daqueles que por cá passam sejam pessoas que gostam da Natureza e que se interessam por histórias (verídicas) e  daquilo que muitas vezes o ser humano tentou moldar na sua essência em busca  de algo que se torna quase sempre efémero.

É o caso deste excelente e recente  trabalho  do Rui Barbosa que aqui nos vem apresentar  uma verdadeira realidade sobre aquilo que foi a era do ouro negro(volfrâmio)  nas décadas de 40 a 80 do século passado,bem no coração da Serra do Gerês,resultado de intensos anos de pesquisa e um basto espolio de registos fotográficos.
O livro pode ser adquirido directamente ao autor através do deste contacto ou deste

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Outros rostos do Gerês XIV


quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Não ponho titulo....leiam com atenção

Um artigo de opinião,da autoria do meu querido amigo e Prof de Economia Dr Mário Ferreira,vem dar conta do actual estado de anarquia e luxo em que o ICNF esta mergulhado....leiam com atenção e comentem da vossa opinião....começa a ser tempo de revolta e organizar protestos e manifs
Novas instalações da sede do ICNF!!!

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Encontro de pesca à Pluma Rio Zêzere

A poucas semanas do início da época da pesca desportiva das trutas,começam a  surgir os primeiros encontros de pesca nomeadamente este

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Diário da viagem de pesca à Irlanda 2013 V

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              
Depois da experiência de ter pescado dois dos mais mediáticos lagos da zona de Galway e Maio era tempo de regressar a lugares e rios já conhecidos doutras aventuras como por exemplo o Suir ou o Anner.

O Jimmy Mayer é já um velho e famoso pescador Irlandês conhecido nosso  e está sempre disposto,e faz questão de tratar os "Portugueses" com ele nos chama, com muita simpatia e carinho.

Já noutras alturas nos tinha dado informações preciosas para uma estadia tranquila relativamente ao alojamento.

Desta vez alojou-nos na velha cidade de Cashel,também ela já nossa conhecida e que por outro lado é uma  das cidades mais turísticas da Irlanda e onde se pode visitar por exemplo o Rock and Castleou mesmo a famosa Abadia de Holicroos


Num país e cidade de castelos teríamos obviamente que ficar num castelo e então ficamos num transformado em Hotel.
Photos of Kearney's Castle Hotel, Cashel
This photo of Kearney's Castle Hotel is courtesy of TripAdvisor


Mais uma vez a sorte esteve do nosso lado em ter encontrado este local pois os gerentes do hotel(pai e filho)são duma simpatia e disponibilidade inexcedível, sempre preocupados em que nada nos faltasse.
Não foi por acaso a o nosso amigo nos hospedou nesta cidade(que alias já conhecíamos) foi porque esta cidade fica em zona central para pescar uma série de Rios, logo a começar pelo grande Suir e em redor podemos encontrar o Nier,o Tar,o Duag,o Anner e mais alem o Blakwarter.

De Oughterard a Thurles não serão mais de 200km  e fazem-se pela M18 até Limerick para depois aí apanharmos a N24 até chegarmos a Tipperary.O problema é que o transito e as estradas não são como as nossas, são bem mais estreitas e temos que considerar que estamos habituados a conduzir pela direita e na Irlanda conduz-se pela esquerda e as regras de transito tem alterações significativas em relação ao nosso código de estrada pelo que foi preciso uma manhã inteira para fazer o trajeto.

Durante a viagem e já muito próximo de Cashel encontramos um pequeno rio,que não teria mais de 3/4 metros de largura e pouco profundo. Não havia placas a restringir nada pelo  valeria a pena em experimentar.

Chovia miudinho, o rio serpenteava por entre campos cheios de ovelhas e vacas e penso que não estaríamos muito longe da nascente.


O aspeto não era muito animador porque o rio apresentava uma  água escura e barrenta e logo ao entrar nos primeiros passos ficamos enterrados em lama quase até à cinta,com um cheiro intenso a excrementos de gado,mas isso já nós estávamos habituados pela maior parte dos rios da Irlanda.

Não demorou 5 minutos para começar aquilo que seria uma tarde memorável.
Recordo bem que o Soares tinha ficado no mesmo sitio onde tinha entrado no rio mais duma hora sempre com trutas a entrar.
Eram trutas entre os 20 e 35 cm.

Eu segui para montante. Tinha montado uma efémera escura que deu muitas e boas trutas.

Assim passamos cerca de 2/3 horas de pura diversão,até que surge um pescador local com um enorme barulho nas margens do rio, mesmo com intenção de prejudicar quem estava a pescar,seguindo junto à margem para montante com grandes atropelos e a falar sozinho.

Estava ditada a nossa sorte naquele final de tarde; desmontar o material e ir ter com o Jimmy para beber umas 

GuinnessJá no bar do Hotel viemos a saber  que afinal o dito pescador era já velho conhecido deste tipo de atitudes e que habitaria algures nas 
margens do dito rio,do qual  ainda hoje não sei o nome.
                                                                                                                                         

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Serra Amarela por trilhos desconhecidos


Escrevia aqui o meu querido amigo e companheiro desta e de muitas outras caminhadas, Rui Barbosa,que este será porventura um dos mais belos trilhos de Portugal.

Eu dou-lhe razão!

Na minha juventude muitas vezes pesquei trutas em Palheiros, no sopé da  imponente Serra Amarela e os seus segredos sempre me fascinaram.


Para quem gosta de caminhar na  alta montanha, este é sem-duvida um desafio à resistência física e psicológica com os vários desníveis que é preciso vencer até chegar ao topo.

Começa na margem direita, a escassos metros do paredão da barragem de Vilarinho da Furna, onde é logo preciso vencer toda a ascensão até ao cume da Serra Amarela para depois caminhar pela cumeada sempre com uma vista magnifica sobre todo o lado oposto da serra como  por exemplo Pé de Madela,Pé de Cabril ,todo o vale do alto Homem e claro as ruinas da Aldeia de Vilarinho da Furna. 

Um dos Objectivos desta caminhada passava também por tentar chegar às enigmáticas casarotas e se possível seguir para o Fojo do Lobo de Vilarinho,atingir  a Louriça e com almoço(já tardio) marcado para "casa do gelo”.

Defacto assim foi apesar do dia estar muito frio e com um vento forte e gélido.



O trilho não é muito longo, serão cerca de 15 Km,o que tem de belo é que ele percorre praticamente toda a serra Amarela, no sentido norte ao começo, para depois inflectir para leste até ao Muro para de seguida se dar início à descida para a mítica aldeia de Vilarinho da Furna sem antes passar por uma sequência de prados alguns deles ainda com gado e garranos.

Este é um daqueles trilhos recentemente reabertos pelo Parque,está bem marcado até mais ou menos ao meio do percurso,ou seja antes da subida para as casarotas que apartir daí o sentido de orientação terá que estar muito bem apurado pois  são escassas e velhas mariolas e até por certos troços sem qualquer marcação.
A descida foi feita pelo ancestral trillho que liga Vilarinho á Louriça.

Nunca tinha feito a descida para Vilarinho,embora tivesse estado já algumas vezes no Ramisquedo e sempre tinha ficado com a vontade de um dia poder fazê-lo.