sábado, 22 de junho de 2013

Diário da viagem de pesca à Irlanda 2013 II


Primeiro dia de pesca!

Pescar num local tão carismático teria que obviamente(por muito que se tivesse pesquisado e levado o trabalho de casa feito)passar por contratar um guia,dos muitos que estão à disponibilidade,para nos levar embarcados para os mais manhosos recantos que o lago apresenta.
Depois de no dia anterior termos feito um pequeno reconhecimento no terreno ,mas que não passou dum belo passeio em fim de tarde,finalmente lá partimos com o nosso guia à hora marcada 9,30h. As referências que tinha-mos dele era que seriamos acompanhados pelo melhor e dos mais experientes guias da cidade,pelo que as expectativas eram um pouco altas!

De facto o homem,na casa dos quarenta,era duma disponibilidade enorme e alertou-nos logo para esquecer tudo aquilo que sabíamos em relação ao Fly-fisching  pois iria-mos reaprender tudo de novo tal eram as especificidades deste excêntrico local de pesca.

Apenas as canas e carretos seriam aproveitados,todo o resto teria-mos que comprar ou montar,desde as linhas aos baixos passando pelas moscas.



Para isso tivemos que visitar uma das lojas de artigos de pesca e adquirir aquilo que o nosso guia ia aconselhando passando também pelas próprias moscas de maio(mayfly).Montamos logo aí o material e a surpresa começa logos com os baixos e o tipet  que é composto apenas por cerca de 6 m directos de 0,22 e ao qual   se montam em támden de 3 moscas,duas afogadas e uma seca.Ficamos de boca aberta com a técnica e na duvida se iria funcionar mas nem havia que questionar pois estava-mos com quem sabia.

Perdemos cerca de 2h com estes preparativos e  não havia muito pressa do nosso guia pois ele sabia que a jornada não seria pêra doce.

Sabíamos de ante mão que não seria fácil apanharmos muitas trutas.Os relatos daqueles que estavam a pescar já a dias consecutivos era de ente uma a quatro trutas por jornada e comentavam que estava a sair peixe pequeno.
No dia anterior o nosso guia tinha apanhado quatro.

Os barcos são a motor,já preparados e equipados com bancos para pescar com algum conforto.


 Um casal de Cisnes selvagens com crias veio-nos dar as boas vindas.
Nesta imagem é notório o fundo em pedra do lago.

Lá partimos numa viagem onde chegar ao primeiro pesqueiro não demorou mais de 15 minutos.

Pescar um lago destas dimensões é de se supor que o vento será um forte entrave a quem pratica este tipo de pesca,contudo engane-se quem pensa assim.
A sabedoria do guia faz toda a diferença ao colocar a barco à deriva em termos de favorecer os lançamentos  sem que faça falta grande esforço para lançar a linha acima dos 15m.

Os primeiros lançamentos foram o para adaptação à nova técnica coisa que não demorou muito a habituação.
O maior problema é ter cuidado no lance para não enrolar as moscas pelo que os lançamentos enrolados é a melhor técnica para que isso não acontecesse.

Não demorou mais de 20 minutos para a primeira truta atacar uma das mosca e por sorte tocou-me a mim fazer a estreia.
Não era uma truta grande,na casa dos 35 cm,mas a luta destas trutas é de tal forma que mais parecia uma truta de kilo.

Assim passamos cerca de 2 horas mudando de pesqueiro em pesqueiro sem que mais nenhum ataque surgisse.

Dentro do lago estão várias ilhas,santuário de várias espécies de aves que  que fazem as delicias de quem passa por perto delas.

Foi numa dessa ilhotas que o nosso guia nos levou para almoçar.
Não fazia-mos ideia da intenção dele em nos fazer uma surpresa.Planeava ele,se alguma truta grande saísse, em matá-la e cozinha-la nessa ilha pois dentro do barco tinha uma grelha,pratos e material para fazer um churrasco.
             Contou-nos o nosso guia que nesta ilha,hoje desabitada,viveram em tempos 11 famílias

Comer a truta não foi possível mas um almoço ao ar livre num lugar paradisíaco foi sem duvida um dos melhores momentos das recordações desta viagem.

Durante a estadia nesta ilhota,nas zonas mais abrigadas era possível ver algumas trutas a comer à superfície e nas zonas baixas viam-se grandes quantidades de pequenas trutas!

A parte da tarde não trouxe grandes novidades e mais nenhuma truta atacou apesar de termos mudado constantemente de lugares.
Foi também a altura do dia em que foi possível assistir a várias eclusões de mayfly mas as trutas não estavam decididamente a colaborar.

Por volta das 6 da tarde demos por terminada esta jornada .
O balanço foi positivo apesar de só eu ter apanhado uma truta,mas a experiência de ter pescado este mítico lago  valeu mais duque muitas trutas em lugares já conhecidos.

No dia anterior o nosso guia tinha apanhado quatro.

As várias justificações vinham da boca dos mais experientes a confirmarem que a mayfly ainda não tivera o seu auge e culparem a forte nortada,com ventos gélidos a atrasarem as eclusões da mosca de maio e as trutas recatadas nos fundos não subindo à superfície.

Ficou a vontade de para o ano lá voltar


domingo, 16 de junho de 2013

Alargamento da época da pesca às trutas

Este assunto não é novo e é alvo de forte polémica.

Uns concordam que o alargamento da época não interfere nos habitats truteiros,desde que seja praticada nos moldes do catch and release,porém aqueles que praticam pesca com morte não lhes passa pela cabeça libertar uma truta,e são a grande maioria,acha que este modelo só vêm beneficiar os defensores do catch and release e virão logo apregoar ao direito de igualdade.

Todos sabemos que em termos de reprodução da espécie estes meses não apresentarão grandes estragos nas populações sendo Março muito mais nefasto para as trutas,principalmente em rios de montanha onde a desova ocorre na maiorias dos rios.

Por via disto pretende este blog fazer uma sondagem no âmbito de aferir aquilo que os pescadores que passam pelo blog pensam sobre o assunto.
As respostas no fim da votação serão enviadas ao ICNF para que fique registado.

A votação decorre no canto superior direito da página do Blog

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Vandalismo na concessão de Vilarinho

Escrevia o meu querido amigo Paulo Figueiredo no facebook;
"Mais uma...
e as placas da "concessão de pesca desportiva"em Vilarinho da Furna, não duraram muito tempo até serem vandalizadas, ainda à duas semanas atrás estava intactas."

Ora aqui está um exemplo ilustrativo daquilo que o pescador quer para o futuro da pesca das trutas em Portugal!

À uns dias atrás tinha dado conta aqui desta concessão e considerei até que era uma mais valia para as populações e todos ficariam a ganhar com a visita dos pescadores a tão belo lugar que é sem duvida o PNPG.

Razão terão por ventura aqueles que me desincentivavam a remar contra a maré....nunca teremos uma pesca  sustentada e racional....triste mentalidade!
Fotografias©Paulo Figueiredo

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Diário da viagem à Irlanda 2013 I

A viagem de cerca de 220 km,desde Dublin a Galway,faz-se tranquilamente através da M6.
A partir desta cidade teremos que apanhar a N59 em direcção a Ougterard,cidade plantada nas margens do Corrib e local de eleição para montar tenda para quem lá vai para pescar. Aliás  esta cidade respira e vive a pesca por todo o lado que a gente olhe!


Não fomos às cegas porque  ia-mos já referenciados por um  amigo pescador Irlandês,grande conhecedor  e guia de pesca,deste e doutros destinos de pesca na Irlanda,muitos deles com direitos exclusivos de pesca nomeadamente ao Salmão.

São umas simpatias os habitantes e recebem-nos como se já  a anos nos conhece-mos.
Ficamos hospedados num B&B fantástico gerido por um casal de lavradores,na casa dos setenta,mas que a sua humildade e simpatia deixa qualquer um de boca aberta!Parecíamos um filho da terra que regressa,tal foi a forma como fomos recebidos.


Estas são casas simples e muito funcionais com todas as comunidades de alguns hotéis mas com a diferença de sermos tratados como membros da família residente!

Tinha já tido oportunidade de ter conhecido algumas destas casas,mas esta ficou-me na memória,quer pela afabilidade dos seus donos quer pelo melhor pequeno almoço que já alguma vez me foi  servido  por terras Irlandesas.

Fotografias©João Dias

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Diário da viagem à Irlanda 2013 Introdução

Mais um viagem de pesca à República da Irlanda.



Para quem não conhece este é um país com largas tradições na vertente do fly-fisching onde as trutas e o Salmão do Atlântico fazem as delicias de quem pratica este desporto e  a pesca é tratada como um dos mais importantes recursos turísticos do país.


Já no ano passado me tinha apercebido que este país é destino de eleição de muitos turistas oriundos do mundo inteiro,com grande destaque para os europeus,com forte presença de franceses,alemães,holandeses.

Também os portugueses por lá passam com alguma uma frequência mas em numero bastante reduzido,isto a avaliar pelos relatos de registos dos B&B
 
Esta viagem para mim já não era novidade pois já  conhecia grande parte dos mais emblemáticos rios que compõem a parte sul do pais como o Suir,Tar,Blackwater,Duag,Nire entre outros e quase todos os condados que compõem a esta zona, como Tipperary,Kilkeny,Waterford,Offalaly,Cork,mas ainda me faltava conhecer o coração e a parte mais turística e  mais comercial.

Maio é o mês da famosa mayfly e atrai a Galway centenas de turistas vindos dos quatro cantos do mundo, onde o ambiente circundante dos cerca de 50km do lago gira em trono da pesca,com grandes e luxuosas unidades hoteleiras mas também muitos B&B onde os preços são bem mais simpáticos,a cifrarem-se entre 25/35€ por noite,com pequeno almoço incluído.

Não julguem que é um turismo de massas,antes pelo contrario,é de tal forma restrito que,por exemplo,as inscrições  levam anos muitas vezes para  conseguir uma Beat de salmão,mesmo que o dinheiro não seja problema para o turista.

Bom,esta ano teria que ser diferente e a estratégia de pesca passava por pescar o mais conhecido e grande destino mundial de pesca ao salmão,Trutas mariscas e fário;O famoso lago Corrib e se possível tentar pescar um ou dois tramos do Erriff River.
  Loughcorribsatmap.jpg
 Importa informar que a Raynair voa directo à terça e sexta a partir do Porto para Dublin com preços convidativos que rondam os 150€ (ida e volta )desde que a viagem seja planeada com algum tempo de antecedência.A viagem não ultrapassa as 2.20h.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Concessão da Albufeira de Vilarinho da Fruna

Aos poucos os objectivos do ICNF vão sendo atingidos naquilo que diz respeito à entrega da gestão dos rios e massas de água dentro do PNPG às associações e clubes de caça e pesca.
Desta vez a licença contemplou a mítica Albufeira de Vilarinho da Furna,uma das mais belas paisagens do Gerês com pano de fundo a imponente Serra Amarela.

Não querendo de forma alguma criar polémica com este post,mas a minha opinião é de que isto,desde que seja bem gerido,só bem acrescentar benefícios aos recursos existentes.A pesca controlada é  uma forma de boa gestão de controle e registo dos pescadores e populações de peixes. 


  Fotografia Paulo Figueiredo

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Rio Criz

Cada vez mais tenho vindo a conhecer os rios truteiros do centro do pais e é um dos meus objectivos conhecer pelo menos os mais importantes.

Desta vez foi o Rio Criz!aproveitando a tarde na sequência duma visita ao Dão Primores a convite do  presidente da região demarcada dos vinhos do Dão, Dr. Arlindo Cunha.

Não estava à espera de encontrar um rio de grande caudal nem duma grande quantidade de trutas,contudo as indicações que alguns pescadores amigos da zona me deram eram de optimismo.

Bom,as primeiras impressões foram boas com alguns ataques que ponho dúvidas que seriam trutas.
Passada mais de uma 1h os resultados cifravam em...grade!e a vontade de me meter no carro e passar para o Teixeira era a opção mais sensata,mas algo me dizia para não desistir.

Decidi então explorar um pouco mais do rio,até porque estava mesmo a precisar duma caminha para degastar o excelente repasto que a gastronomia de Viseu brindou os cerca de 170 convidado do evento.

Percorridas algumas centenas de metros apareçam umas correntes fabulosas e a vontade de regressar ao rio foi espontânea.
 Logos nos primeiros lançamentos os resultados não se fizeram esperar com umas quatro ou cinco trutas pequenas a entraram em efémeras. À medida que ia subindo o rio apresentava melhores correntes e trutas maiores....

Assim fiz mais 1.30h de rio onde algumas trutas foram de bom tamanho.
Em suma,um rio que gostei muito e a vontade de lá voltar ficou bem vincada.
Um pormenor que não me passou despercebido,foi no regresso,a coloração da água na zona da Várzea do Homem  ser em tons abrancaçados que me levou a suspeitar de descarga (aliás existe um importante aterro sanitário na zona e também algumas explorações pecuárias e bovinas na zona)

  


quarta-feira, 22 de maio de 2013

Rio Paiva/Rio Teixeira

Era dia de pescar com o meu querido amigo António Soares,um daqueles que quase minguem conhece mas que pesca à várias décadas e monta moscas diferentes da generalidade dos pescadores que eu conheço,   muito fruto dos ensinamentos do falecido Teixeira da Silva,seu colega de pesca durante muitos anos.

Temos muita coisa em comum,gostamos de pescar mas também da gastronomia dos vários locais visitados  e conhecer coisas novas.

O objectivo da jornada passava por pescar  o Paiva,na sua zona intermédia,perto de Alvarenga e provar a gastronomia tradicional das terras de Arouca,tal como a famosa carne da raça Arouquesa.

Optamos por seguir a margem direita do Douro até Ambos-os-Rios para logo mudar de direcção para Castelo de Paiva e depois subir a penosa e mal tratada estrada até Alvarenga.

Não conhecia esta bonita Vila,aliás sabia da sua famosa carne(capital do bife),mas nunca lá tinha ido.
http://youtu.be/JbWRYSW-UOc

Depois do repasto era tempo de experimentar o famoso rio Paiva,que para mim era uma estreia e confesso que levava alguma expectativa em relação ao seu potencial,embora soubesse de antemão que o rio sofre de alguns problemas de poluição.

Não conseguimos pescar devido ao forte caudal,ou melhor,provavelmente o local não seria o melhor para pescar à pluma.

Várias opções surgiram e uma delas era pescar a concessão do alto Teixeira.

Mais uma vez gostei daquilo que vi e terei que louvar a atitude e a disponibilidade do presidente desta associação para a obtenção das licenças diárias e todas as informações relativamente aos troços.

Foi uma agradável surpresa este troço que fizemos,com cerca de dúzia e meia de trutas em cerca de 3 horitas,algumas delas de bom tamanho,que  para um rio de alta montanha é muito bom sinal.




Ficou a vontade de lá voltar em breve....



quarta-feira, 15 de maio de 2013

Rio Olo


Afinal eu sempre tinha razão quando afirmava que o Rio Olo,nomeadamente o lote 6(sem morte),o mais emblemático e conhecido estava relativamente despovoado.
E afirmo isto com base nas experiências vividas na primeira pessoa mas também dos vários relatos que me tem chegado ultimamente aos ouvidos.
Como este;
No dia da abertura do ano passado 3 dos meus amigos tiveram um encontro,logo pela manhã,com um pescador adepto do spinning neste mesmo lote.Por aqui se vê o respeito que existe pelos lotes sem morte!


Durante a época transacta  tinha por lá feito algumas incursões e os resultados cifravam-se sempre por muito fracos embora nunca tem tido grade.

Não foram poucas as vezes que esta época não me lembrasse de lá voltar,até porque uma visita à Serra do Alvão é sempre motivo de um belo passeio,mas algo me dizia que não valeria a pena fazer 300km para coar água.


Conversas mantidas com alguns pescadores que frequentam este troço,as opiniões divergem,com relatos de grandes pescarias e fracassos por parte de outros pescadores e aqui não está a falta de experiência da parte deles pois alguns dos que me relatam o despovoamento são largamente experientes.

Achei por bem publicar um e-mail dum amigo e pescador à pluma à longos anos(sim,porque nós pensamos que só aqueles que estão ligados ás redes sociais ou praticam competição é que tem o direito de emitir opiniões sobre tudo e todos,eu incluído,mas a verdade é que existe importante franja de pescadores nesta modalidade que mantém o anonimato,mas que a sua experiência vale mais duque muitas teorias).

Aqui fica o e-mail na sua essência,

"Caro João:
fomos sábado ao Olo,troço 6 (sem morte)...e sem trutas.....3 para mim,4 para o colega ..um dia inteiro.Nada que valha a pena,rio em condições perfeitas,sem vento,correntes perfeitas,fundo..e nada! nem ninfa,nem tandem....enfim..uma tristeza,pescava muito mais à 3 anos em 2 horas do que agora...:
ainda por cima uma grande confusão sobre o que segue o lote 6.deveria ser o 7 que é com morte,e depois o 8 -interdito,mas afinal,alguém acha que para cima do 6 não se pode pescar,embora o edital,e o mapa da zpr que está junto da ponte,diga exactamente o mesmo,mas o tal senhor acha que é uma "gralha" e até telefonou a alguém que gere a zpr????bom enfim,também não e nosso problema.
Vamos tentar o baixo Mondego,na misarela próximo sábado,se a agua estiver baixa(jusante da raiva).
Um abraço"
Como seria óbvio não vou revelar a sua assinatura mas alerto que é um pescador com larga experiência alem fronteiras.
Vale o que vale,mas ouvir os pescadores que passam no terreno é também  um acto de humildade!
Isto serve como um alerta sério para os estudos científicos  de que este troço tem vindo a ser alvo por parte das universidades.
   
   
 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Arcofário

Uma nova forma de pescar trutas em Portugal tem surgido nos últimos anos com uma crescente franja de adeptos a praticar e a visitar estes espaços que são os lagos privados.

Uns fazem a sua gestão empresarial na vertente da comercialização das espécies capturadas,onde o visitante pode usufruir do prazer de pescar e obter peixe para levar para casa,outros porém,apostam na vertente meramente desportiva e incidem na formação,educação e na preservação das espécies,alertando para a necessidade da pesca sem morte com ensinamentos básicos desta modalidade,todos eles  rodeados de belas paisagens.

É um destes espaços,o ARCOFÁRIO  inserido no complexo da Quinta de Cristelo,na bonita cidade se Seia,que abrirá portas brevemente  e ao qual desde já desejo o votos de muitos sucessos agradecendo igualmente o convite que me foi dirigido para a abertura e ao qual acederei com todo o prazer! 
Este blog serve também,e está sempre disponível,para estas divulgações.
Link na barra lateral deste blog para reservas.


 

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Grandes lagostins no Neiva

Num destes dias fiz um curto passeio matinal pelas margens do Neiva.
A intenção não era pescar,até porque nem cana levei,mas sim descomprimir dos  agitados dias que todos nós atravessamos com esta indefinição a que os nossos governantes nos tem sujeitado nestes últimos tempos!

Como muitos bem sabem o local do meu trabalho não é mais duque 100m do rio Neiva e este para mim quase já não não tem segredos,pois à mais de 20 anos que sinto todas as manhãs o seu inconfundível aroma e a frescura das suas águas.

Sou completamente ignorante em termos científicos e apenas vou relatar factos presenciados e vividos de perto mas que a experiência me tem desmontrado factos impiricos.

Já tinha registado a presença dos lagostins e da famosa ameijoa que habita a zona intermédia do rio e tenho registado igualmente a quase inexistência da entrada das trutas mariscas desde que a barra do porto de Viana do Castelo foi alterada e a de  Castelo do Neiva foi feita  com consequências evidentes para a alteração do ecossistema dos habitats do rio Neiva.
Mas isto não tem muito a ver com o intenção do post!
  
Os registos que tinha dos lagostins eram de pequenos exemplares (com cerca de  5cm )e avistados sempre na época do verão quando as águas estão mais quentes e o caudal é substancialmente baixo.

Acontece que nos últimos anos  tem-se verificado o aparecimento de algumas espécies que outrora não eram vistas pelas margens do rio como por exemplo os visons   ou mesmo as garças,mas o que mais me surpreendeu foi encontrar a carcaça,ainda fresca dum exemplar de lagostim cuja as pinças ultrapassavam seguramente os 15 cm e a carapaça da cabeça apresentava umas dimensões nunca vistas por mim.

Sei que passam por cá alguns entendidos nesta área,como biólogos e ambientalistas,pelo que o sua opinião seria fundamental para o esclarecimento cabal das alterações evidentes no ecossistema do  rio Neiva na sua zona baixa  e a explicação do aparecimento  desta espécie com dimensões fora do normal e sobretudo identifica-la.
Mesmo assim tentarei enviar as imagens para pessoas entendidas na área....    



segunda-feira, 29 de abril de 2013

Tomás Gil


Ouçamos com atenção aquilo que o meu amigo Tomás Gil diz em relação à pesca em Leon.
Pois é!eles não brincam com a pesca nem perdem tempo com politiquices, e levam muito a serio um filão que exploram muito bem  que é o turismo de Natureza no qual a pesca se insere.
Estas paisagens são-me já familiares,onde em breve voltarei a estar e que todos os que tiverem possibilidade deviam visitar pelo menos uma vez na vida e ver como se trata a pesca por aquelas bandas!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Comédia no Rio

Há amigos especiais e outros mais especiais ainda .....
Pescar ao lado do meu querido amigo Ricardo Romano é a mesma coisa que estar na plateia dum teatro onde o rio é o palco e o Ricardo e as trutas são os actores  e se desenrola uma peça de comédia de mijar a rir....

terça-feira, 23 de abril de 2013

1º Percurso de pesca do Rio Laboreiro

Agradeço e registo com enorme satisfação o convite que me foi endereçado,mas não estarei presente  por não se enquadrar naquilo que é a minha maneira de estar na pesca.

Durante longos anos foi assíduo frequentador do rio de Castro Laboreiro,conhecendo-o muito bem.

Deixei de o pescar por não concordar com algumas atrocidades e ilegalidades que eu próprio presenciei nomeadamente o comércio de  pequenas trutas num  restaurante(bem identificado) mas também a passividade  com que ICNF gere os recursos em relação a este rio,uma vez que estamos perante um dos mais ricos rios em termos de fauna e flora estando nas suas vertentes uma das mais importantes manchas de Carvalho Negral do PNPG.

Esperemos que os promotores deste evento tenham em consideração de que este rio,futuramente pode ser uma importante fonte de receita e sobretudo um destino turístico para a bonita Vila Castreja de Castro Laboreiro,onde outrora os produtos endógenos eram um cartão de visita e hoje fruto da procura fácil do lucro se vem deturpando pondo em causa uma  cultura ancestral de fumeiro única
Votos de um dia de convívio salutar e muitos sucessos para a associação. 





domingo, 21 de abril de 2013

Rio Vez

Esta semana tive oportunidade por três vezes de percorrer as margens do rio Vez que é sem duvida um dos mais belos rios em Portugal,mas também por outro lado dos que mais pressão de pesca sofre. 
Fotografias©João Dias

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Clube Fario Fisching

A umas semanas atrás tinha surgido um convite para visitar o Clube Fario Fishing em Avanca.


A visita foi muito curta num Domingo à tarde,e com um dia de bastante frio na companhia de alguns amigos.
Quem chega ao local fica desde logo a gradado com a paisagem envolvente em que está inserido este espaço.
O local é todo ele vedado com inúmeros espaços verdes e um ordenamento das infraestruturas que o compõe muito bem organizada.

Não são só trutas que habitam este harmonioso espaço,também uma quantidade significativa de caça em cativeiro nomeadamente javalis e patos fazem parte deste  Clube.

É sem dúvida um dos espaços mais bem conseguidos que conheço em temos de organização,com monitores e material sempre disponíveis para quem se quer iniciar na pesca das trutas.
Sei que os seus gestores mantém uma forte aposta no segmento dos jovens e da educação ambiental criando incentivos para a necessidade da pesca sem morte como futuro da pesca em Portugal.   

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Concessão do Rio Froufe

Ao pescar o rio Froufe vem-me à memória tempos idos onde a nostalgia está sempre presente.
Já lá vão muitos  anos desde  que o conheci,decorria a década de 80 do século passado e ainda não se falava das barragens do alto Lindoso ou mesmo de Touvedo.

Eram tempos diferentes e  o grande Lima corria livre sem paredes de betão a impedirem os Salmões,Lampreias e Trutas Mariscas de entrarem para a desova nestes  afluentes (Froufe e Tamente) que faziam as delicias dos poucos pescadores que pescavam neste paraíso.

Hoje o cenário é bem diferente.
A pressão de pesca exercidas sobre este dois rios foi,durante as décadas de 90 e 00,de tal forma que levou à quase extinção da espécie e onde  consequentemente  se cometeram das maiores mortandades nos habitats e populações truteiras,inclusive um grave envenenamento numa das corgas mais importantes,a da ribeira da Ermida.
Mesmo assim o rio foi recuperando lentamente(hoje já se encontram trutas a montante da Ermida).
À luz do POPNPG mais concretamente no seu art.nº31e alínea 2 estes rios tal como muitos outros  estiveram fechados durante algumas épocas abrindo recentemente com uma concessão.

Andava curioso para lhe fazer uma visita!
Ontem surgiu  a  oportunidade de visitar a concessão do CERECUP,que detém sobre sua tutela  dois dos mais importantes rios dentro da área do PNPG.

Gostei daquilo que vi,sobretudo da afabilidade dos seus gestores e do ordenamento da concessão que pareceu equilibrada contemplando zonas de abrigo,embora não tenha sido criado nenhum lote destinado aos pescadores sem morte.
Os dois rios estão divididos em,6 lotes, o Froufe,sendo que o ultimo (6) é zona de abrigo e o Tamente em 5 este ultimo também ele zona de protecção.

Pesquei o lote 2 e grande parte do 3 num dia em que a chuva e vento se faziam sentir por vezes com alguma intensidade,com o rio claramente com caudal acima daquilo que seria ideal não me deu a precessão do total valor do actual património truteiro,mesmo assim ainda fiz subir algumas trutas à seca,mas as ninfas foram as que melhor resultado tiveram com algumas trutas de bom tamanho.
Um breve resumo do edital que rege esta concessão:
 

Concessão de Pesca do Rio Froufe
Local e Horário de venda
das licenças especiais
diárias
Centro Recreativo e Cultural da Penha
CERECUPE – as licenças podem ser
adquiridas, por ordem de inscrição, a partir
de 21 de março, na residência do Presidente
da CERECUPE – Rua do Bairro Municipal,
4980-606 Ponte da Barca, aos sábados, das
17h às 19 horas, e;
Café Pires, Paradamonte, Britelo, todos os
dias, das 9h às 17 horas.
Tipo e taxa das licenças
especiais diárias
Tipo A – Pescadores residentes nas
freguesias de Entre-Ambos-os-Rios, Germil,
Ermida, Vila Chã (São João Batista) e Vila
Chã (Santiago) e sócios da associação
(CERECUPE) – 1,00€;
Tipo B – Pescadores do concelho de Ponte da
Barca – 2,00€;
Tipo C – Restantes pescadores – 4,99€.
Número máximo de
emissão de licenças diárias
2 por lote, até um máximo de 30 por mês.
Períodos de pesca
De 1 de abril a 31 de julho.
Número máximo de
exemplares a capturar por
pescador por dia
30 por lote e por dia, não podendo exceder 5
trutas.
Espécies não indígenas não podem ser
devolvidas à água nem conservadas vivas.
Dimensões mínimas das
espécies
Barbo – 20cm;
Boga e escalo – 10cm;
Truta – 19cm.
Outras condições
Para obtenção das licenças especiais diárias,
os pescadores terão de ser portadores de
qualquer tipo de licença de pesca desportiva,
com validade para o concelho de Ponte da
Barca, bem como do Bilhete de Identidade.
Nota
: a informação aqui mencionada não dispensa a consu
lta do
Regulamento e/ou Edital junto da entidade concessio
nária.


Resta chamar à atenção aos gestores deste concessão para o facto de terem em mãos a gestão de duas das mais importantes e carismáticas ribeiras truteiras dentro da área geográfica do PNPG,estando claramente subaproveitada,uma vez que esta está inserida junto a importantes infraestruturas,nomeadamente um parque de campismo e algumas unidades hoteleiras onde a gastronomia pode e deve estar aliada ao turismo de natureza no qual a pesca das trutas é parte integrante....aqui fica o desafio à CERECUP  para apostarem num ou dois lotes de pesca sem morte e fazerem parcerias com o tecido empresarial no ambito de rentabilizar e lapidar a jóia que tem em mãos...peguem no exemplo de Leon,porque o resto nós temos igual,o que não temos é a cultura e  mentalidade empresarial e não sabemos aproveitar e preservar  aquilo que a naturza no deu de graça...



quinta-feira, 4 de abril de 2013

Preservação

Pelas poucas saídas de pesca que tenho feito esta época parece-me que este ano as populações de alevins de truta estão em franco crescimento,sobretudo em pequenas ribeiras .
Esperemos que aqueles que pescam com morte tenham pelo menos a consciência de respeitar os rios,a lei mas sobretudo o cuidado em desferrar estas pequenas trutas que serão o garante da sobrevivência e do futuro de muitas destas ribeiras.